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Saiba mais sobre o potencial de lucratividade do biogás de cana

Subproduto é apontado como estratégia de diversificação promissora para a 21/22

O potencial de lucratividade do biogás de cana é significativo

O biogás se posiciona como alternativa eficiente e barata aos recursos fósseis. O potencial de lucratividade do biogás de cana é grande. Basta avaliar seu potencial produtivo. Tendo como principal fonte de matéria-prima orgânica a biomassa ele pode ser usado para atender à necessidade cada vez maior de energia elétrica. Além disso, pode substituir o GNV e o diesel. 

DESTAQUE > Quais são as estratégias de diversificação mais promissoras para a 21/22

Levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) durante fórum realizado pela Associação Brasileira do Biogás (Abiogás) informa que até 2030 o Brasil tem potencial para produzir 43 milhões de metros cúbicos diários de biogás. Isso a partir da vinhaça e torta de filtro que são resultado do processamento da cana-de-açúcar.

Esse valor equivale a mais do que o dobro do volume de gás natural que o País importa de um de seus vizinhos sulamericanos. O Brasil atualmente importa da Bolívia cerca de de 19 milhões de m³/dia.

O estudo também aponta que um dos mercados com maior potencial para o biogás derivado da cana-de-açúcar é o setor agrícola, que até 2030 pode vir a demandar quase 12 bilhões de m³ do subproduto, o que equivalente a 6,3 bilhões de m³ de biometano. Detalhe: esse valor representa cerca de 70% do consumo estimado de diesel do setor para o ano de 2030.

Biogás em operação

Ainda de acordo com a EPE em 2019, o país contava com 533 usinas de biogás em operação concentradas principalmente nas regiões Sudeste e Sul. As unidades tem capacidade de produção combinada de 3,8 milhões de m³ por dia. Um aditivo interessante às usinas de cana é que de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME) aquelas que substituírem o diesel por biogás terão direito de aumentar sua nota de eficiência energético-ambiental e emitir mais créditos de descarbonização (CBios) do RenovaBio.

Cocal lança seu Projeto Biogás

Novas unidades já se movimentam para usar o biogás como estratégia de diversificação. É caso da Cocal que apresentou seu Projeto Biogás no evento virtual “Biogás – sustentabilidade ambiental e financeira para Presidente Prudente” promovido pela Ciesp/Depar (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo/Departamento de Ação Regional), no dia 15 de outubro.

A implantação da nova planta industrial, localizada em Narandiba/SP, ocorre de acordo com o planejado e a previsão de partida é abril de 2021. O fornecimento de biometano ocorrerá por meio do gasoduto do projeto Cidades Sustentáveis da GasBrasiliano.

A partir dos resíduos industriais (torta de filtro, vinhaça e palha de cana) a unidade terá capacidade de produzir 33,5 milhões Nm3 de biogás. Com isso, a exportação de energia será de até 33,3 mil MWh/ano e a produção de biometano de 8,9 milhões Nm3/ano, aproximadamente 24 mil Nm3/dia.

Biogás: o pré-sal caipira

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou as vantagens e os impactos positivos do biogás e do biometano sobre o meio ambiente, especialmente para a qualidade do ar e para a saúde pública ao participar da inauguração da planta de biogás da Raízen, no dia 16 de outubro.

“Assim, não há exagero em afirmar que o biogás será uma revolução comparável ao advento, no início dos anos 2000, da produção simultânea de calor e eletricidade a partir do bagaço da cana. O biogás é o nosso pré-sal caipira”, afirmou Albuquerque. A inauguração da planta de biogás também contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro. 

Quais são as outras estratégias de diversificação promissoras?

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