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Safra avança no Centro-Sul e as expectativas aumentam quanto à produção

Conab estima um aumento de 15% na produção de açúcar

FOTO: Fabio Melo

Com o início da safra no Centro-Sul, as projeções apontam para um aumento na produção de açúcar no Brasil. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima um crescimento de 15% chegando a 40,3 milhões de toneladas, com as usinas destinando mais cana para a fabricação do alimento e menos para etanol.

Segundo a Conab, a safra de cana da região Centro-Sul, que responde pela maior parte da produção, deverá ter crescimento de 1,7%, para 539 milhões de toneladas.

A produção de açúcar do Centro-Sul deverá crescer 13,3%, para 36,4 milhões de toneladas. Para a corretora e consultoria norte-americana StoneX, as usinas brasileiras do Centro-Sul devem produzir 33,9 milhões de toneladas de açúcar.

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima um crescimento de 2,9% na produção brasileira de açúcar, ficando em torno de 36.37 milhões de toneladas. Segundo o USDA, as usinas do país devem manter o mesmo mix de produção entre açúcar e etanol da safra passada, utilizando 45% da cana para fazer açúcar e 55% para o biocombustível.

O USDA disse que a maior produção no Brasil também resultará em maiores exportações, projetando embarques totais em 26,62 milhões de toneladas, um aumento de 3,8% em relação à safra 2021/22.

Já a trading global de commodities Louis Dreyfus projetou que as usinas brasileiras desviarão um volume maior do que o esperado de cana-de-açúcar para a produção de etanol devido aos altos preços da energia, causando uma redução na produção do adoçante. Ela estima que as usinas do Centro-Sul do Brasil atinjam 29 milhões de toneladas de açúcar na safra 2022/23, uma visão que seria baixa entre as estimativas dos analistas até agora.

As usinas brasileiras têm certa flexibilidade para alterar a alocação de cana para açúcar ou etanol, dependendo dos preços de mercado. Devido aos altos valores da energia, havia uma expectativa no mercado de açúcar de que as usinas trocassem um pouco de cana por etanol, mas a Dreyfus vê essa mudança como mais drástica.

 

 

 

 

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