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Safra 2022/23 deverá ter moagem 7,2% maior que a atual no Centro-Sul

Estimativa foi divulgada pela StoneX nesta quarta-feira (19)

A StoneX estimou uma produção de 565,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para a safra 2022/23, o que representará uma alta de 7,2% na moagem, em relação ao ciclo anterior.

O mix continuará açucareiro, com 45,5% da matéria-prima destinada para a produção de açúcar, projetada em 34,5 milhões de toneladas. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (19), durante lançamento online do seu Relatório Perspectivas Jan/Mar/22.

De acordo com Rafaela Souza, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, as atenções se voltam para o regime climático e o retorno da umidade torna o ambiente positivo para a recuperação da produtividade na região Centro-Sul na temporada 2022/23.

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Segundo ela, caso as chuvas se mostrem regulares, o rendimento médio dos canaviais deve se recuperar. Com base nisso, a consultoria prevê que o TCH das lavouras do Centro-Sul apresente um incremento anual, sendo estimado em 73,5 t/ha para o novo ciclo. “As usinas têm investido na produção agrícola, o que deve estimular ganhos de rendimento. Nossa projeção é que a moagem no Centro-Sul totalize 565,3 milhões de toneladas, um crescimento safra-a-safra de 7,3%”, explica Rafaela.

A analista avalia que, nos próximos meses, será importante analisar o comportamento dos preços do açúcar e do etanol, de modo a definir com maior precisão qual será o mix produtivo das unidades produtoras da região.

A fixação de açúcar para exportação na bolsa de Nova York já alcançava 71% para a safra 2022/23, o que poderia aliviar o déficit projetado para o saldo global de açúcar no ciclo internacional de 2021/22, estimado em 1 milhão de toneladas. Além da recuperação produtiva no Brasil, as perspectivas em relação à produção na Ásia também conferem alívio ao balanço de O&D de açúcar.

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Até o final da temporada a Índia deve produzir 31,5 milhões de toneladas do alimento, das quais 6,0 milhões devem ser direcionados ao exterior. A Tailândia deve produzir 10,7 milhões, devendo exportar 7,5 milhões de toneladas.

Segundo a analista, nos próximos meses, o contrato contínuo do #11 deve continuar operando de modo a viabilizar as exportações indianas, com sua paridade de exportação sendo de USc 20,9/lb, bem como visando tornar a produção do adoçante mais atrativa no mercado brasileiro frente ao etanol.

Etanol

 No acumulado de 2021/22 até novembro, as vendas de álcool combustível no Centro-Sul apresentaram retração anual de 14%, totalizando 9,7 milhões de m3. Com isso, a participação do biocombustível na demanda por Ciclo Otto, alcançou o menor patamar desde 2017/18, para 26,6%. As estimativas da StoneX são de 25% para o acumulado entre abril/21 e março/22.

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“Até o final da entressafra, esperamos que os preços do etanol hidratado e anidro continuem sustentados, levando o consumo de hidratado para 13,8 milhões de m3 (queda safra-a-safra de 20,8%), enquanto a procura por anidro é estimada em 7,8 milhões de m3 (+17,8%). Espera-se que os estoques domésticos de etanol se mostrem suficientes para o suprimento do consumo, mesmo com a menor entrada de produto importado dos últimos anos. Em parte, a tancagem relativamente confortável é resultado das expectativas positivas para o avanço da produção de etanol de milho. No ciclo 22/23 são esperadas a fabricação de 4,2 milhões de m3 no centro sul”, explica a analista.

Perspectivas para o RenovaBio

Em 2021, 24,4 milhões de CBIOs foram aposentados pelas Distribuidoras de Combustíveis, representando 96.8% da meta total estipulada para o ano, de 25,2 milhões de créditos. Sob a ótica da geração, o volume de créditos disponíveis correspondeu por 138,1% da meta, atingindo 34,8 milhões de CBIOs, com superávit de 9,6 milhões para 2022.

Com isso, a estimativa da StoneX é que continue havendo créditos excedentes no mercado para cumprimento das obrigações das distribuidoras. Os preços tendem continuar a níveis próximos dos observados em 2021.

 

 

 

 

 

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