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Safra 20/21 de cana deve encerrar com 605 milhões de toneladas no CS

Estimativa é da UNICA

A safra 2020/21 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deve encerrar com 605 milhões de toneladas, com índice de qualidade de 144,70 kg de ATR por tonelada de cana, o maior das últimas dez safras. O volume representará crescimento de 2,5% em relação ao ano-safra 2019/2020, quando foram processadas 590,36 milhões de toneladas. A estimativa é da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que considera a temporada com os melhores números dos últimos anos.

No acumulado até 16 de dezembro, a quantidade de açúcares totais recuperáveis (ATR) totalizou 86,65 milhões de toneladas. A projeção para o final do ciclo é de 87,54 milhões de toneladas de ATR.

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Do total de cana, 46,04% devem ser destinados à produção de 38,4 milhões de toneladas de açúcar, ante 26,7 milhões no ciclo anterior. A produção de etanol é estimada em 30,44 bilhões de litros, 8,45% menor do que os 33,26 bilhões de litros produzidos na safra passada. Do volume total, 9,76 bilhões de litros devem ser de etanol anidro (-3,2%) e 20,69 bilhões de hidratado (-10,7%).

Já a produção de etanol a partir do milho deve atingir 2,65 bilhões de litros, representando um incremento em torno de 63% em relação ao volume produzido no último ano agrícola, que foi de 1,62 bilhão de litros.

De acordo com o diretor técnico da UNICA, Antônio de Pádua Rodrigues, a produtividade no início da próxima safra poderá ser prejudicada pelo clima seco observado nesse ano. “O impacto na produtividade no meio e final de safra dependerá das condições climáticas observadas nos próximos meses”, disse.

As queimas acidentais ou criminosas observadas neste ano também devem promover redução na oferta de cana-de-açúcar. Fato intensificado também pela redução da taxa de renovação dos canaviais, que deverá ficar entre 12% a 13%, e pelo avanço no plantio e migração para outras culturas que podem reduzir área disponível para colheita.

“A oferta de açúcar deverá ser reduzida pela menor disponibilidade de cana-de-açúcar e pela provável redução na qualidade da matéria-prima”, ressalta o diretor.

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Segundo dados da entidade, o volume de açúcar exportado nesta safra chama atenção. De janeiro a novembro, foram exportados 27,98 milhões de toneladas da commodity, um incremento de 70% em comparação ao realizado no ciclo anterior, que foi de 16,44 milhões para 27,98 milhões. A receita com as vendas da commodity passou de US$ 4,76 bilhões para US$ 7,94 bilhões (+67%), sendo os principais destinos do adoçante China (14,8%); Bangladesh (8,0%); Argélia (7,7%); Índia (6,4%) e Indonésia (5,9%).

A exportação do etanol também cresceu, atingindo 2,43 bilhões de litros, ante 1,78 bilhão de litros enviados no ano passado (36%), resultando em uma receita de US$ 1,08 bilhão (+17%).

 

 

 

 

 

 

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