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Saca de açúcar cristal atinge R$ 70 na semana, maior valor desde março de 2011

A saca de 50 kg do açúcar cristal atingiu R$ 70,84 na última segunda-feira, dia 26, o maior valor nominal desde março de 2011, segundo divulgou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Do começo de outubro até essa data, o indicador Cepea/Esalq para o produto no mercado spot paulista aumentou 30,2%, mesmo sendo período de safra no Centro-Sul do país.

Essa evolução, de acordo com informações do Cepea, teria sido influenciada pela perspectiva de déficit na oferta de açúcar na temporada 2015/2016, que tem elevado os preços internacionais da commodity. Na parcial de outubro, as cotações do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) acumulam alta de 14%, para contratos com vencimento em março do ano que vem.

Produção

A oferta no mercado brasileiro tem sido menor neste ano, já que a safra está mais alcooleira. De abril até a primeira quinzena de outubro, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção de açúcar no estado de São Paulo totalizou 17,411 milhões de toneladas, 9,51% a menos que as 19,24 milhões de toneladas de igual período do ano passado. No total da região Centro-Sul, a diminuição é de 7,65%.

Com as fortes altas nos preços do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo, por sua vez, a exportação perdeu a vantagem que mantinha desde o final de agosto, diz o Cepea. Na semana passada, a remuneração obtida com as vendas do produto paulista praticamente se igualou à das vendas externas, com ligeira vantagem de 0,2%.

Relação etanol/gasolina

A relação entre o preço do etanol e o da gasolina acelerou para 68,91% na terceira semana do mês, na comparação com 68,30% anteriormente, refletindo os efeitos do reajuste da gasolina nas refinarias no fim de setembro, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A tendência é que essa equivalência continue avançando, podendo ultrapassar a barreira psicológica dos 70%, disse André Chagas, economista da Fipe e também coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – indicador que mede a taxa de inflação na cidade de SP.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

No IPC da terceira quadrissemana de outubro – últimos 30 dias terminados na sexta-feira (23), a gasolina teve variação de 4,74%, ante 3,12%, enquanto o etanol teve elevação expressiva de 13,73%, após 9,87%. Já o açúcar subiu de 1,55% para 2,14%, pressionado, também os preços do álcool combustível, conforme Chagas.

Segundo ele, dados mais recentes da Fipe mostram novas pressões de altas significativas, de 7,4%, no caso da gasolina, e de cerca de 20% no etanol.

– Se continuar neste ritmo, pode, com certeza, ultrapassar 70% – reforçou.

Fonte: (Canal Rural)

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