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Rio-Cana praticamente não saiu do papel

O campo manteve seu papel, afirma Coutinho, mas o resultado podia ser ainda melhor se programas como o Rio-Cana tivessem tido um ritmo mais ágil. Para o presidente do Sindicato da Indústria, o projeto esbarrou em 2003 na falta de estrutura para as vistorias das áreas beneficiadas, que devem ser irrigadas, e que portanto, precisam de licença ambiental para outorga do uso da água.

— O Rio-Cana está emperrado na burocracia, principalmente no processo de obtenção das licenças ambientais, e nenhum banco oficial hoje libera crédito rural sem que o projeto esteja todo credenciado nesta área.

De acordo com Coutinho, hoje há um volume muito pequeno de áreas cultivadas de cana que conseguiram aplicar recursos do programa. “A Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) não tem estrutura para fazer as vistorias, e por isso há vários projetos aprovados, mas poucos implementados”, observou.

Até final de outubro, o equivalente a 80% da safra total que deve acabar em dezembro, foram processadas 4,087 milhões de toneladas de cana, cerca de 6,123 milhões de sacas de 50 kg de açúcar, e 95,228 mil metros cúbicos (m³) de álcool.

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