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Rio Bravo prospecta negócios em álcool

A Rio Bravo Investimentos está prospectando negócios em empresas com foco em energia renovável. “O setor [sucroalcooleiro] está atrativo para investimentos”, afirmou ao Valor o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, sócio-diretor da Rio Bravo. A gestora já mantém conversas para ter participação em usinas.

“O Brasil tem um charme especial do ponto de vista ambiental”, afirmou Franco. Segundo ele, os planos são ter fundos com atuação no mercado de bioenergia. “Estamos olhando oportunidades neste segmento”, confirmou Franco, sem dar detalhes sobre o andamento dessas negociações.

A gestora ainda não definiu se terá participação em projetos “greenfield” (construção ) ou usinas já em operação, afirmou Marcelo Michaluá, diretor da Rio Bravo.

No agronegócio, a gestora tem uma participação mais atuante em títulos agropecuários, com lastro em CPR (Cédula do Produtor Rural), sobretudo de café, soja e boi, produtos agrícolas com maior liquidez. Essa divisão de negócios é gerida pela RB Agrosec, um braço da gestora. Fundada no início de 2000 como uma administradora de capital de risco, a Rio Bravo tornou-se, em cinco anos, uma empresa de serviços financeiros diversificada.

O ex-presidente do Banco Central lembrou que a onda de IPOs (oferta pública de ações) das usinas está jorrando recursos no setor sucroalcooleiro.

No ano passado, a Rio Bravo criou um fundo de private equity, denominado Nordeste 1, para prospectar negócios em setores agrícolas com potencial de expansão. O Nordeste 1 tem perfil regional, com aportes específicos para indústrias da região. Esse fundo possui participação majoritária na Hortus Agroindústria, na Chapada da Diamantina (BA), uma empresa de processamento de legumes e batata-frita pré-congelada.

Nos últimos anos, as agroindústrias começaram a atrair interesse de gestores de investimentos. A Gávea Investimentos, presidida pelo também ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, é um dos sócios da Ipanema Coffees, de Alfenas (MG), uma das maiores fazendas de café do país e fornecedora exclusiva do grão para a rede americana de cafeterias Starbucks.

Em açúcar e álcool, grupos de investidores e fundos de investimentos estrangeiros já anunciaram nos últimos dois anos aportes superiores a US$ 5 bilhões na construção de usinas de álcool de olho no mercado externo.

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