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Representantes do setor se reúnem para discutir novas perspectivas

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Nesta terça-feira (21/08), Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio Carvalho), diretor da Canaplan, palestrou sobre alguns problemas vividos pelo setor sucroenergético. A explanação aconteceu no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), durante a II AgroFeira. A ação, fruto de uma parceria da Asplan com a CropSan e a Dow AgroSciences, apontou as principais perspectivas do setor sucroenergético brasileiro para os próximos anos e estimulou o debate a respeito dos mercados nacionais de açúcar, etanol e gasolina face às políticas públicas – equivocadas, na opinião dos representantes do setor, praticadas pelo governo federal.

O tema principal da palestra foi a busca por novos nichos de eficiência e competividade, além da política fiscal vigente que onera a fabricação de etanol e encarece a produção de cana no Brasil.

Segundo Caio Carvalho, desde 2009, o Brasil está vivendo um caos no que se refere a combustíveis. “Hoje o preço do etanol dança ao sabor do vento e o do álcool hidratado está travado pelo preço do petróleo praticado pela Petrobras”, disse o consultor.

Ainda em cima do assunto, Carvalho afirma que o país ainda não tem uma política econômica definida em favor da produção do combustível verde. Exemplo disso é que no dia seguinte à abertura da Rio + 20, o governo “zerou” a CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados. “Há uma forte carga tributária em cima da produção de etanol enquanto que na gasolina o governo está desonerando”, afirmou.

Mas de acordo com Caio Carvalho, a falta de incentivo do governo não tem sido o único impedimento para o setor. A situação também decorre de problemas estruturais e cíclicos que devem continuar a impactar na produção. Dentre estes, estão o aumento gradual da idade média dos canaviais, a falta de investimento em insumos mais eficientes e modernos, bem como o próprio fato da mecanização da colheita, que tem levado os produtores a modificar todo o seu modo de trabalho nas lavouras.

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