
Como ficaram os preços, a liquidez, o volume financeiro, a adesão da parte obrigada e a entrada de novos participantes no mercado de atributos ambientais dos biocombustíveis (RenovaBio)?
Os ganhos do RenovaBio no judiciário surtiram efeitos sobre o preço e a participação dos inadimplentes?
Para 2026, como estão as suas expectativas do preço e liquidez? Como está o estoque de abertura, a meta para esse novo ano e a opinião dos Analistas para o nível de dificuldade do cumprimento dessa nova meta?
Vai faltar CBIO?
Abrimos o ano (2026) com o estoque de 19,5 milhões de CBIOs (71,1% no produtor, 28,3% no distribuidor e 0,6% na parte não obrigada).
Tratam-se de CBIOs emitidos até dezembro do ano passado, que não foram aposentados para cumprimento da meta de 2025. São créditos de descarbonização comercializáveis e que servirão para o cumprimento da meta de 48,09 milhões de CBIOs definida pelo CNPE no último dia útil do ano.
Levando em consideração que são emitidos em torno de 3,5 milhões de CBIOs por mês, em setembro a oferta já supera a demanda dada pelo CNPE.
E o que isso significa? Sobreoferta (inflação).
Quais as consequências para a moeda ambiental? Uma moeda emitida acima da sua demanda –> desvalorização –> preços baixos.
Quer dizer que não teremos aumento nos preços?
Significa que os preços reagem até as 4 maiores distribuidoras de combustíveis fósseis comprarem cerca de 80% das suas metas individuais (essas distribuidoras juntas terão a meta aproximada de 27,1 milhões de CBIOs).
E quando isso acontece? Cada empresa possui estratégia própria, ligada, principalmente, às questões tributárias.
Um mercado sobreofertado também significa um mercado de baixa liquidez ao longo do ano, alto risco e um estoque de fechamento elevado no final.

Em 2025, a meta definida pelo CNPE foi de 40,3 milhões CBIOs, foram somadas 10,48 milhões de CBIOs da Meta individual não cumprida até 31/12/2024 (CBIO) e abatidos 1,5 milhões de CBIOs em decorrência de contratos de longo prazo com vigência terminada em 2024, totalizando uma meta aparente de 49,28 milhões de CBIOs.
A julgar pelo estoque de abertura de 2026, podemos inferir que grande parte dos inandimplentes rolaram os seus compromissos, não é mesmo?
No início de 2025, os CBIOs eram negociados na casa do R$75/CBIO, no final do ano
R$35/CBIO. Chegou a ser negociado a R$24,30/CBIO em dezembro (em forte baixa).

O preço baixo do CBIO não foi capaz de motivar a entrada de grande parte dos inandimplentes no mercado.
Então o problema do RenovaBio está nos inadimplentes ou mesmo no poder judiciário? Rsrs o problema está no excesso de liquidez.
Como se resolve o excesso de moeda? Com a definição de uma meta de descarbonização que leve em consideração o excesso de CBIOs do mercado e os inadimplentes. Também com a estruturação de novos modelos de negócio para o CBIO, como a sua gameficação.