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Reino Unido tem imposto ‘verde’ e o Brasil tem o setor sucroalcooleiro

Michael Meacher, ministro do meio-ambiente do Reino Unido pediu recentemente a ampliação dos impostos “verdes” no País como forma de combater a degradação ambiental. No Brasil, o setor sucroalcooleiro já contribui com o meio-ambiente, sem utilizar nenhum tipo de imposto, porque considera importante usar medidas de preservação ambiental.

O setor contribui com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo através dos créditos de carbono, pois o Brasil é um dos países mais competitivos no desenvolvimento de projetos dessa natureza.

Com potencial para lançar mais de 1 milhão de toneladas em créditos de carbono, três usinas do setor sucro-alcooleiro negociam junto ao governo da Suécia a vendas dos chamados Certificados de Emissões Reduzidas (CERs). As usinas Santa Elisa, Alta Mogiana e Moema receberam a certificação no final de agosto, acompanhando a tendência iniciada pela usina Vale do Rosário, a primeira a receber

o certificado, no início deste ano.

O álcool combustível também contribui para a preservação do planeta, já que é considerado um combustível ecológico, renovável e comprovado menos poluente.

Outro fator de benefício para o setor seria o acordo a ser firmado entre Brasil e Alemanha, para estimular a produção e venda de carros a álcool no Brasil. Além de prever um subsídio para os fabricantes, o acordo estipularia a produção média de 100 mil carros.

A cogeração de energia a partir do bagaço de cana contribui para a preservação ambiental no sentido de “poupar” os reservatórios de água do planeta, que são utilizados para geração de energia elétrica.

O setor espera mais atenção do governo à questão do álcool para se transforme em commoditie internacional. A união do setor e o apoio aos produtores também seria fundamental, principalmente neste momento em que o presidente da República está se mostrando interessado à reativar o Proálcool.

João Petroni, presidente da Usina Barrálcool, de Barra dos Bugres (MT) diz que a grande desvantagem do setor é a falta de união. “Precisamos de uma grande entidade perante o Governo Federal para lutar em conjunto”, diz.

Ricardo Brito Santos Pereira, diretor superintendente da Companhia Açucareira Vale do Rosário, acredita que a próxima conquista deverá ser a transformação do álcool em commoditie, “talvez não como a do açúcar, mas equivalente”, finaliza.

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