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Região nordestina usa cana-de-açúcar como suplementação animal

Há sete anos, o Nordeste via uma de suas unidades sucroenergéticas fechar as portas. Trata-se da usina Manoel Costa Filho, localizada no município de Barbalha, no Ceará. A unidade foi a leilão e acabou sendo adquirida pelo governo local, por R$ 14,48 milhões. Com alguns imbróglios com os acionistas, o governo ainda não pôde assumir.

Contudo, o grande problema foi desestimulo da produção de cana-de-açúcar no local. Alexandre Andrade Lima, presidente da Unida – União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar e da AFCP – Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, explica melhor. “Não há acordo com a usina Manoel Costa Filho para a compra da cana-de-açúcar para o programa de combate à seca na região. Na realidade, a usina não tem mais cana. Com o seu os produtores locais ficaram desestimulados a plantar. A cana que está sendo enviada para o programa de alimentação animal é de produtores independentes que forneciam para os engenhos de rapadura e também de pequenas destilarias de cachaça ou proprietários das mesmas. O programa tem estimulado os produtores da região e socorrido o rebanho da bacia leiteira das cidades pernambucanas de Bodoco, Ouricuri, Exu e Granito”.

Até o fim do ano o governo deve tomar posse da unidade, que já conta com uma lista de interessados em adquiri-la. O caso de maior destaque é da Cooperativa Pindorama – formada por produtores de cana de Alagoas. O presidente da entidade, Klécio Santos e o secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, iniciaram os diálogos em Maceió, na reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, no início do segundo semestre.

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