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Rascunho final da COP28 não prevê redução do uso de combustíveis fósseis

A versão final do texto ainda está sendo negociada por representantes países presentes na conferência, que vai oficialmente até essa terça-feira (12)

(Foto: divulgação Centro de Mídia UAE

O rascunho final da COP28, a conferência do clima da ONU realizada em Dubai, foi divulgado nesta segunda-feira (11), revelando um plano de ação para redução de emissões de gases de efeito estufa. Curiosamente, o documento não menciona explicitamente a redução do uso de combustíveis fósseis.

A versão final do texto ainda está sendo negociada por representantes países presentes na conferência, que vai oficialmente até essa terça-feira (12).

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A fase crítica das negociações da COP28 está em andamento, com discussões acaloradas sobre a possibilidade de um acordo global para diminuir progressivamente o uso de combustíveis fósseis. António Guterres, secretário-geral da ONU, tem enfatizado a importância de um acordo robusto para limitar o uso de carvão, petróleo e gás, visando prevenir desastres climáticos.

Guterres ressaltou que não se espera que todos os países abandonem os combustíveis fósseis simultaneamente. Ele destacou a necessidade de apoio financeiro para os países em desenvolvimento, enfatizando que o desafio não é a falta de ambição, mas sim os meios para implementar as mudanças.

Uma aliança de mais de 100 nações, incluindo grandes potências e países vulneráveis ao clima, defende um texto que pede explicitamente a “eliminação gradual” dos combustíveis fósseis. As emissões dessas fontes são as principais causadoras das mudanças climáticas.

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Steven Guilbeault, ministro do Meio Ambiente do Canadá, expressou preocupação com a resistência da Opep, especialmente da Arábia Saudita, à proposta de eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Ele enfatizou que tal oposição não só dificulta as negociações, mas também representa uma ameaça para algumas regiões do mundo.

Para os países produtores de petróleo, um acordo na COP28 poderia indicar uma mudança política global, afetando diretamente suas economias baseadas na exportação de combustíveis fósseis.

O processo da ONU exige consenso entre quase 200 países para aprovar acordos nas cúpulas climáticas. Esses acordos estabelecem diretrizes para as políticas e investimentos nacionais na luta contra as mudanças climáticas.

 

 

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