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Raízen quer ter 20 plantas de Etanol 2G até 2030

Companhia tem previsão de investir entre 10,5 e 12 bilhões de reais na safra atual

A Raízen tem projeções de expansão recorde da área plantada e aceleração nos investimentos na produção do etanol de segunda geração, conforme informações divulgadas durante a apresentação do seu Guidance para a safra 2022/23, na segunda-feira, dia 16 de maio.

Segundo demonstrações financeiras enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no quarto trimestre do ano safra 2021/22, a empresa apresentou um lucro líquido de R$ 209,7 milhões, uma redução de 48,3% em relação à safra anterior.

Já a receita operacional líquida cresceu 50,1% na comparação anual, indo a 53,5 bilhões de reais e superando a expectativa de 46,9 bilhões de reais.

A Raízen também informou que espera atingir lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) na faixa de 13 a 14 bilhões de reais durante o ano safra 2022/23, iniciado em abril.

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A projeção, superior aos 10,7 bilhões de reais reportados no ano anterior, é explicada pelos seguintes fatores: expectativa de recuperação da moagem de cana-de-açúcar no ano (aproximadamente 5%); aumento dos volumes de venda de todos os produtos; melhores preços de etanol, bioenergia e açúcar, potencializado pela nossa atuação diferenciada na cadeia de valor do etanol, portfólio diversificado do biocombustível para diferentes usos e aplicações, melhor preço fixado de açúcar e aumento das vendas diretas ao destino; parcialmente compensado pela dinâmica dos custos com alta da inflação em materiais diversos, diesel, insumos agrícolas e Consecana.

Ricardo Mussa, CEO da Raízen

Os investimentos previstos para o período devem ficar entre 10,5 e 12 bilhões de reais. A maior parte deste valor – entre 8,5 e 9 bilhões de reais – deve ser alocado em sua divisão de renováveis e açúcar. Os maiores dispêndios estão alinhados ao ciclo de expansão da companhia, com projetos majoritariamente focados na expansão do portfólio de renováveis.

“Os investimentos recorrentes refletem, principalmente, o aumento da área de plantio, em linha com nossa jornada para aumento de eficiência e retomada de produtividade agrícola, bem como por maiores gastos com insumos agrícolas, aço, fertilizantes, diesel e mão de obra. Nossa área plantada está aumentando, e vamos ter uma safra de plantio recorde”, assegurou o CEO da Raízen, Ricardo Mussa.

A companhia prevê a ampliação da produção do E2G para 280 milhões de litros a partir de 2024, aumentando em mais de 50% a capacidade de produção do combustível celulósico até 2030/31, com 20 unidades produtivas.

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“Atualmente temos três plantas de etanol de segunda geração sendo construídas ao mesmo tempo: Parques de Bioenergia da Barra, Univalem (Valparaíso) e Bonfim, todas no estado de São Paulo. A nossa meta é sermos os mais rápidos possível no etanol de segunda geração. O desafio era resolver os gargalos da companhia. Mas hoje, tenho certeza, e estamos muito confiantes que seremos mais rápidos do que o mercado está projetando, com o nosso plano de negócio e chegar a mais de 20 plantas dentro de 6 a 7 anos. E já temos ritmo para isso. O mercado ainda tem uma demanda muito forte, então cabe a nós decidir a velocidade que queremos prosseguir”, informou Mussa.

 

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