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Raízen investe no etanol 2G e prevê mais 20 plantas para sua produção nos próximos 10 anos

O biocombustível ganha visibilidade após parceria firmada entre a Shell e a Ferrari, uma das principais escuderias da Fórmula 1

Etanol 2G – Unidade Produtora de Costa Pinto COPI

A Raízen tem planos ambiciosos para o etanol 2G. A empresa que já deu início a construção de mais uma planta para a produção de etanol de segunda geração, em sua unidade de Bonfim, em Guariba – SP, com capacidade para produzir 80 milhões de litros, prevê um plano de expansão com a implementação de mais 20 plantas nos próximos dez anos.

Segundo Francis Vernon Queen Neto, vice-presidente Executivo de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen, o mercado internacional está muito receptivo. “Esse é um produto único, com baixa pegada de carbono e com muita aderência ao que mundo está buscando, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Estamos otimistas com nosso plano de crescimento e em poder contribuir de forma relevante para redução na emissão de gases e para a transição energética global”, disse em entrevista ao canal AgroMais, da Band.

“A Raízen desenvolveu uma tecnologia única que usa a celulose, que está no bagaço e na palha da cana, para produzir o etanol de segunda geração, o etanol celulósico, produto que coloca o Brasil na vanguarda da tecnologia. Somos praticamente, a única empresa globalmente produzindo etanol celulósico em escala comercial e essa tecnologia traz um potencial gigante de crescimento da produção de etanol em até 50%”, afirmou.

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De acordo com o executivo, hoje, seus bioparques com 35 unidades, tem capacidade de produzir 4 bilhões de litros de etanol de primeira geração. “Com essa tecnologia, a gente teria um potencial de adicionar mais 2 bilhões de litros desse produto especial, o etanol celulósico, que tem um valor diferenciado e uma pegada de carbono muito baixa. A emissão desse produto é muito baixa justamente porque utilizamos resíduo como insumo para sua fabricação”, explicou.

Francis enfatiza que toda essa produção adicional é feita sem acrescer um hectare de operação agrícola. “É simplesmente usar com mais eficiência o que a cana-de-açúcar já está produzindo no campo e essa é a mágica que a gente está implementando aqui na Raízen e exportando para o mundo”, frisou.

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Com a recente parceria firmada entre a Shell e a Ferrari, uma das principais escuderias da Fórmula 1, o etanol 2G passa a contar com visibilidade mundial. O biocombustível abastecerá os carros da equipe italiana, a partir do próximo ano.  “Tenho certeza que essa exposição na Ferrari, vai dar um pouco mais de visibilidade para o nosso produto. Vamos ver cada vez mais o mundo demandando por soluções desse tipo”, avalia.

Commodity global

Com relação à performance, Francis Vernon, assegura que o etanol 2G, tem o mesmo desempenho do seu equivalente de primeira geração. “Quando a gente fala quimicamente, o produto do etanol de segunda geração é o mesmo do etanol de primeira geração. E hoje, aqui no Brasil estamos na vanguarda da utilização do etanol como combustível. Sabemos de todas as vantagens na octanagem e tudo que traz de benefício em ter o etanol abastecendo 100% nosso veículo ou abastecendo como etanol anidro na gasolina. Então o produto que a gente tem na segunda geração é o mesmo produto químico com todas as vantagens e benefícios que o etanol de primeira geração tem”.

Em termos de futuro, Francis aponta algumas vantagens do etanol em detrimento dos motores elétricos. “A Raízen acredita muito no etanol. Ele tem, realmente, uma oportunidade de ser uma commodity global. É uma solução muito boa para substituição do combustível fóssil”, afirma.

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De acordo com Francis, a eletrificação está sendo muito puxada na Europa e nos Estados Unidos onde tem menos alternativas. “Se você pegar um veículo eficiente aqui no Brasil a etanol, como o carro híbrido que já está disponível comercialmente, este veículo hoje, já é mais eficiente do que a solução mais eficiente elétrica global em termos de emissão. Então nós já temos a melhor solução global em termos de sustentabilidade”, disse.

O executivo ressalta ainda “temos ainda todas as vantagens logísticas. Já temos uma solução implementada, que não demanda grandes investimentos. A gente vê o mundo aí com muita dificuldade de implementar toda a infraestrutura para isso, e a gente já chegou lá. A gente já chegou aonde o mundo está trabalhando para chegar daqui a 10, 20, 30 anos”, conclui.

 

 

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