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Raízen emitirá R$ 1,2 bilhões de debêntures de olho em metas ESG

Alcançar a certificação Bonsucro em 94% de suas unidades e elevar a 30% a participação de mulheres nos cargos de liderança são as metas da companhia

A Raízen anunciou sua sétima emissão de debêntures no valor de R$ 1,2 bilhões. Os recursos estão vinculados a investimentos visando ampliar a certificação Bonsucro de 74% para 94% de suas unidades e elevar de 19% para 30% a presença feminina nos cargos de liderança da companhia. Metas que deverão ser cumpridas até março de 2026.

Esse tipo de título de dívida é conhecido como “sustainability-linked bond”. Os recursos não têm de ser usados obrigatoriamente em projetos sustentáveis como nos ‘green bonds’, mas o descumprimento dos objetivos sociais e ambientais acordados implica o pagamento de uma penalidade sobre a taxa de juros.

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No caso da operação da Raízen, caso falhe em cumprir os objetivos, a empresa pagará um acréscimo (também chamado de step-up de taxa) de 0,125% ao ano para cada uma das metas, de 2026 até o vencimento. A companhia sinalizou uma taxa de juro de IPCA mais 5,65% no papel de 7 anos e de IPCA mais 5,95% no de 10 anos.

Como as debêntures são de infraestrutura, contam com isenção de imposto de renda para o investidor. A venda se dará por meio de oferta pública (instrução 400).

Diversidade

As mulheres são responsáveis por menos de 12% dos cargos de alta liderança nas empresas de energia, segundo uma análise de 2019 da Agência Internacional de Energia.

Em sua análise de materialidade para o biênio 2020-2021, a Raízen apontou diversidade e inclusão como fatores materiais para o negócio.

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Uma das razões mencionadas para a escolha desse indicador, segundo a companhia, foi a necessidade de “incentivar um ambiente de trabalho positivo para as mulheres no agribusiness”, historicamente dominado por homens.

A meta de 30% de mulheres em cargos de chefia em quatro anos foi classificada como um KPI “forte” pela Sustainalytics, agência especializada em avaliar operações deste tipo. Em março do ano passado, o período base, o percentual de presença feminina nos postos de liderança da Raízen era de 19%, segundo auditoria da KMPG.

Investidores com foco em ESG que analisaram a oferta ficaram satisfeitos com os indicadores e metas.

 

 

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