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Dívidas de R$ 340 milhões para 2015 fazem Ruette pedir RJ

Usina Ruette, de Paraíso, SP
Usina Ruette, de Paraíso, SP

Um grupo que vinha se destacando pelos bons resultados operacionais e comerciais, o tradicional grupo Antonio Ruette Agroindustrial, entrou na última terça-feira (24/2) com pedido de recuperação judicial junto à Vara de Monte Azul Paulista (SP). A razão apresentada pela empresa é a incapacidade em gerar caixa suficiente para honrar mais de R$ 340 milhões de dívidas com bancos vincendas na safra que se inicia, de um total de cerca de R$ 800 milhões.

Segundo apurado pelo JornalCana, a empresa não possui dívidas junto a fornecedores e plantadores de cana e  deve parcelar o montante devedor aos funcionários demitidos,  incluindo o décimo terceiro neste parcelamento.

O objetivo desta medida, considerada extrema pelo mercado e pela própria família Ruette, é garantir recursos para as atividades da empresa no prazo legal de seis meses e criar condições para o alongamento das dívidas junto aos bancos, que hoje encontra-se em 1,7 anos, prazo considerado curtíssimo, inviável para uma atividade altamente demandante de capital como a sucroenergética.

A informação surpreendeu o mercado com reações das mais diversas. Enquanto os bancos credores protocolaram uma petição para evitar que o pedido da Ruette seja aceito, conforme reportagem do Valor Econômico, a maioria dos empresários do setor concorda que a Ruette apenas abriu a fila das recuperações judiciais em 2015, além de demonstrar preocupação com o efeito cascata da medida, que deve dificultar ainda mais o acesso já restrito das usinas a capital. “Com este acontecimento, agora temos 78 usinas em recuperação judicial. Toda a cadeia tem sentido a crise, por esta razão estou em diálogo com a indústria de base em Sertãozinho”, diz Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, durante evento do Gerhai.

Tendo em vista que o pedido de recuperação judicial ainda não foi deferido pelo juiz Ayman Ramadan, e os bancos informaram que vão apresentar contestações à Justiça, além dos inevitáveis impactos provocados no mercado sucroenergético, o JornalCana continuará  acompanhando o caso e trazendo informações relevantes aos leitores.

 

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