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Quem está liderando as inovações no setor?

No editorial da edição passada, expus minha visão de que num setor altamente complexo e mundialmente competitivo como o sucroenergético, o que importa é ter, e fazer dinheiro.

Agora, considerando que os dois principais fatores para a geração de caixa na produção de commodities são Custo e Inovação e que todas as usinas já estão de alguma forma focadas em reduzir custos, então podemos supor que a inovação deve representar a principal diferenciação no desempenho econômico.

No setor, percebemos basicamente 2 tipos de inovação: a introdução de novos paradigmas produtivos e ou mercadológicos e a inovação pela otimização do paradigma vigente.

Na primeira, o salto no desenvolvimento tecnológico é tal que cria um novo paradigma produtivo, como o Etanol de 2ª geração; ou um novo paradigma mercadológico, como o desenvolvimento de um novo padrão de açúcar, o VHP (very high polarization), que se transformou no principal tipo de açúcar de exportação, otimizando o custo das refinarias independentes em todo o mundo.

Neste quesito, os grandes grupos estão em vantagem pois tais inovações exigem recursos em larga escala e o tempo de maturação é longo. Os demais produtores apenas pegam carona.

Já o 2º tipo de inovação está mais próximo da realidade de todos, pois trata-se de novas formas de perceber e extrair o máximo de resultados dentro do paradigma de produção já existente. Num contexto de crise econômica severa para as usinas, podemos enquadrar neste tipo de inovação aquelas que conseguem impactar positivamente os resultados da empresa dentro do próprio exercício fiscal.

E este é um desafio interessante, pois inovação requer um ambiente propício para sua viabilização, composto por gente capacitada, motivada e com uma certa disponibilidade; gestão madura e integrada; e agilidade na tomada de decisão. Por incrível que isto possa parecer, com estes três fatores presentes, inovações interessantes não requerem significativa disponibilidade de dinheiro.

Considerando estes fatores, quem está liderando as inovações de otimização no setor?

  1. A) Grandes grupos: atentos à inovação mas costumam ser lentos ou inseguros na tomada de decisão, talvez por conta do status quo e da própria rigidez na governança.
  2. B) Pequenas usinas: muito preocupadas com custos e incêndios, sem tempo para inovações significativas.
  3. C) Grupos médios: possuem escala produtiva e financeira suficiente e uma estrutura ágil que permite dar visibilidade aos projetos de inovação. Ah, sem contar o estímulo que é a grande necessidade de fazer dinheiro!

Exceto por um grande grupo produtor, cujo CEO entende que sua principal função na empresa é gerar in loco a cultura de inovação e empowerment nos gestores e líderes, e algumas poucas exceções, evidentemente, quem está liderando as inovações de otimização dentro do setor são os grupos médios.

Em tempos de crise como os atuais, faz todo sentido a célebre frase de Platão: “A necessidade é a mãe da inovação”.

Bóra inovar!?!

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