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Queda no consumo de combustíveis limita alta do açúcar

Estudo da Archer Consulting mostra que baixa será de 9.35%

A Archer Consulting – Assessoria em Mercados de Futuros prevê uma queda de 9.35% no Ciclo Otto em relação ao ano passado. Segundo relatório divulgado pela consultoria, em 2019, o Brasil consumiu 60.7 bilhões de litros de combustíveis total (gasolina A, anidro e hidratado) que correspondem a 53.95 bilhões de litros gasolina equivalente. Para este ano, a previsão baixou para 48.9 bilhões de litros.

A consultoria destacou ainda que, além da perda de receita em valores correntes de mais de R$ 10 bilhões, só com o etanol, o setor ainda terá que lidar com a  enorme complexidade da situação que vai exigir muito esforço na  renovação de linha de crédito, com o descumprimento de contratos por parte de usinas que estão em dificuldades financeiras, com a dificuldade de armazenagem e tancagem com a desaceleração do ritmo de saída dos produtos.

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O consumo médio anual de combustível dos automóveis movidos a gasolina em 2019 foi de 1.202 litros por veículo, quase 2% inferior ao ano de 2018. Para os carros flex., o consumo médio foi de 1.521 litros, cerca de 5.3% inferior aos 1,606 litros consumidos no ano anterior. As motocicletas consumiram, em média, 423 litros em 2019, uma queda de 8.5% em relação a 2018. No ano passado, o levantamento mostra que 43.79% dos veículos flex optaram pelo uso de etanol na hora de abastecer. Em 2020, esse percentual deve cair para 34.58%. “Acreditamos que o consumo de hidratado despenca para 15,94 bilhões de litros este ano, uma retração substancial de 29% em relação a 2019”, afirma Arnaldo Luiz Corrêa.

Açúcar

O relatório mostra ainda que o mercado de açúcar em NY, apesar da desvalorização do real, tem conseguido se manter acima do nível de 10 centavos de dólar por libra-peso muito em função da recuperação do preço do petróleo no mercado internacional.

“O contrato futuro de açúcar com vencimento julho/20 encerrou negociado a 10.14 centavos de dólar por libra-peso, equivalendo a R$ 1,337 por tonelada e uma apreciação na semana de 7,25 dólares por tonelada. No acumulado do mês de maio, WTI, RBOB e Brent lideram com a valorização de 37%, 31% e 22%, respectivamente”, relata o documento.

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O enorme volume de açúcar bruto entregue contra a expiração do contrato futuro de maio em NY, na semana passada, deve encontrar espaço no destino final uma vez que o prêmio de branco (a diferença entre o açúcar refinado e o açúcar bruto) tem favorecido a demanda pelo bruto. No porto de Santos, segundo a agência de navegação Williams, a fila de navios aguardando na barra conta com mais de 35 embarcações que devem carregar o equivalente a dois milhões de toneladas de açúcar destinados a Bangladesh, China, Marrocos, Nigéria e Iêmen, entre outros.

 

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