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Proposta para reajustar gasolina ainda não está pronta, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira (26) que o governo federal e a Petrobras ainda estão amadurecendo uma decisão sobre uma fórmula de reajuste da gasolina no país. Ele não informou se a decisão pode ficar para 2014. “Quando ficar pronto, será apresentado”, se limitou a dizer.

“Não pode ser uma indexação. Estamos trabalhando no Brasil para desindexar a economia e reduzir a inflação. Estamos fazendo uma discussão na diretoria e no Conselho de Administração [da Petrobras] até amadurecermos uma fórmula que seja satisfatória. Não é algo que pode ser feito de improviso. Queremos que a metodologia não seja inflacionária, que não indexe a economia”, declarou Mantega.

Reajuste da gasolina

Questionado se haverá reajuste da gasolina neste ano ainda, o ministro da Fazenda, que também é presidente do Conselho de Administração da empresa, declarou que a decisão compete à diretoria da estatal. “O reajuste de combustíveis, que são vários, como querosene e diesel, por exemplo, é da direção da empresa. Está nos estatutos da empresa”, afirmou o ministro da Fazenda.

O último reajuste no preço da gasolina nas refinarias foi autorizado pela Petrobras em janeiro deste ano, no valor de 6,6%. Analistas avaliam que a empresa, controlada pelo governo, deverá anunciar um novo reajuste para as refinarias ainda neste ano, ou no começo de 2014, para diminuir seu prejuízo com a alta do preço do petróleo no mercado internacional e com a valorização do dólar. Como a Cide já está zerada, um eventual novo reajuste nas refinarias seria necessariamente repassado para os preços ao consumidor.

Nova metodologia de reajustes

A Petrobras informou recentemente que os reajustes de combustíveis serão “automáticos”, baseados em diferentes “variáveis”, mas não deu detalhes sobre quando as novas regras começarão a valer.

A nova metodologia visa garantir que a Petrobras possa cumprir seu grande plano de investimentos, assim como reduzir a alavancagem, em um momento que o índice superou o “teto desejável” de 35%, disse o diretor financeiro da empresa estatal, Almir Barbassa, no mês passado.

“O que estamos prevendo é que a nova política contemple a nossa previsibilidade e permita a implantação do plano de negócios que temos”, afirmou Barbassa na ocasião, referindo-se aos investimentos de US$ 236,7 bilhões previstos de 2013 a 2017.

O governo controla os reajustes de combustíveis da estatal por conta questões relacionadas à inflação. Já a Petrobras quer que a nova metodologia traga maior previsibilidade do alinhamento dos preços domésticos do diesel e da gasolina aos preços praticados no mercado internacional.

A atual política de preços da Petrobras, com reajustes esporádicos que não acompanham valores internacionais no curto prazo e provocam defasagem, está afetando a companhia num momento em que a empresa vem importando derivados para fazer frente ao crescimento do consumo brasileiro, principalmente por diesel.

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