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Projeto prevê produção de combustível de aviação a partir da glicerina do biodiesel

Sustentável: a emissão de CO2 para produção de combustível sintético com essa matéria-prima é praticamente nula

Uma parceria firmada entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Cooperação Técnica Alemã (GIZ, na sigla em Alemão) para o desenvolvimento sustentável prevê a produção piloto, de Combustível Sustentável de Aviação no Rio Grande do Norte.

A produção deverá ocorrer no Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) localizado em Natal. Ao todo, as entidades anunciaram investimentos de mais de R$ 4,5 milhões até 2023 para obras de adaptação dos reatores e dos equipamentos já existentes para tornar a produção do combustível possível.

Já existe regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e também de organismos internacionais indicando que o combustível renovável pode ser misturado com querosene de aviação de origem fóssil em até 50% da composição.

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O querosene sintético renovável, ou e-querosene, como também é chamado, será produzido a partir da glicerina, um co-produto do biodiesel – por meio de um processo químico denominado rota Fischer-Tropsch.

A glicerina será transformada em gás de síntese (monóxido de carbono e hidrogênio verde) e, após processos químicos e industriais, será transformada em combustível.

Como a produção é sustentável, ao ser consumido o combustível não contribuirá para o aquecimento global – já que o balanço de carbono tende a ser neutro.

A matéria-prima para o combustível – a glicerina – é um co-produto resultado da produção de biodiesel. A abundância no mercado brasileiro é outra vantagem enxergada no projeto. Segundo o diretor do ISI-ER, o país tem mais de 400 milhões de quilos de glicerina produzidos por ano.

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A duração do projeto será de dois anos, período em que os pesquisadores também deverão estimar quando o novo combustível poderá chegar ao mercado.

Estudos desenvolvidos nos últimos 10 anos no Laboratório de Sustentabilidade do Instituto, já identificam vantagens no uso da glicerina. Verificou-se, por exemplo, que a emissão de CO2 para produção de combustível sintético com essa matéria-prima é praticamente nula.

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