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Projeto pioneiro de biocombustível de algas recebe prêmio internacional

O projeto inovador de instalação no Brasil da primeiro unidade no mundo de produção em escala comercial de biocombustível a partir de algas da See Algae Technology (Sat), em parceria com o Grupo JB, recebeu essa semana o prêmio Brazilian Bioenergy Innovation of the Year 2012. 

A premiação é uma das mais importantes do mundo no setor de energias renováveis, é promovida pela empresa britânica Green Power Conferences. 

Em parceria com o grupo JB, a unidade já começou a ser construída no Recife. O investimento previsto é de US$ 10 milhões para produção de biodiesel, bioetanol e ração para animais a partir de algas já em 2013. O painel de jurados que conferiu a Sat a premiação afirmou que o projeto merece o reconhecimento por ser “grande impulso para a comercialização de biocombustível de algas em todo o mundo”.

A unidade terá capacidade de produção de até 1,2 milhão de litros de biodiesel, ou até 2,2 milhões de litros de etanol por ano. A proteína das algas naturais será utilizada como substituição para a soja na alimentação de rebanhos na pecuária e na criação de peixes.

O projeto consumirá 5.000 toneladas de Dióxido de Carbono (CO2) separadas da caldeira que queima bagaço de cana do Grupo JB, evitando que estas sejam emitidas para a atmosfera. A unidade vai utilizar bioreatores desenvolvidos especialmente pela SatT para cultivar as algas.

“Conquistar o prêmio Brazilian Bioenergy Innovation of the Year é uma prova que o mercado acredita no trabalho pioneiro que estamos fazendo junto com o Grupo J.B.”, disse o CEO da Sat, Joachim Grill.

De acordo com ele, ao introduzir uma tecnologia de cultivo de algas que produz biocombustíveis renováveis e ração para animais a preços que são competitivos com as alternativas atuais, a Sat está mudando a discussão sobre biocombustíveis, trazendo-a do futuro para o presente, de um projeto potencial para resultados concretos. “Esse prêmio serve para informar de forma ampla ao mercado que os biocombustíveis de alga podem consistentemente reduzir custos, com vantagens ao meio ambiente, em relação aos combustíveis fósseis e ainda sem ocupar terras produtivas para agricultura”, acrescenta.

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