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Programas ELOS Raízen e Jornada Cultivar reforçam importância dada a fornecedores pela Raízen

“A cana é a planta certa e dela se origina o futuro da agenda 2030”, avalia o diretor de negócios agrícolas do grupo

Ricardo Berni

“A cana é a planta certa e dela se origina o futuro da agenda 2030”. Essa é a visão da Raízen, uma das gigantes do setor de bioenergia, segundo o diretor executivo de Agronegócios do grupo, Ricardo Berni.

E para quem não tem tempo a perder, “o futuro é agora”. A expressão foi tema da edição de 2023 da Convenção Agro, um dos maiores eventos, realizado pela Raízen, voltados para o ecossistema da cana-de-açúcar do Brasil, realizada em Atibaia – SP, nos dias 21 e 22 de junho.

Com a participação de aproximadamente 800 pessoas, entre produtores de cana-de-açúcar parceiros e representantes de grandes empresas do setor, reuniu painéis dedicados à sustentabilidade, mulheres no agro, tecnologia e produtividade, e também, inovação.

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“É um evento importante para a Raízen. Todo ano reunimos uma boa representação do ecossistema de cana-de-açúcar. Nesta última, tivemos a maior quantidade de pessoas, 250 fornecedores, 19 empresas parceiras, startups, que trazem as novidades e novas tecnologias, todas lideranças da empresa, enfim para cana-de-açúcar é um grande momento, um dos maiores eventos. O futuro é agora, por conta da velocidade das transformações que estão acontecendo, focado em duas palavras: inovação e sustentabilidade. Motivo, pelo qual, reafirmamos junto aos nossos parceiros o escopo dos projetos Jornada Cultivar e do ELOS, que possuem 10 de anos de implantação”, explica Berni.

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“Através do Jornada Cultivar, buscamos oferecer as melhores soluções para esses produtores em toda sua jornada de negócios, permitindo que a troca de experiências com esses parceiros aconteça de diversas formas, seja por meio de fóruns do nosso programa de relacionamento ou no dia a dia. Também mantemos um incentivo contínuo de boas práticas agrícolas e operacionais por meio do programa ELOS Raízen, que busca promover o desenvolvimento sustentável dos fornecedores nos pilares econômico, social e ambiental. Nosso objetivo é gerar cada vez mais valor para cadeia produtiva de cana-de-açúcar e manter relações produtivas em uma visão de curto, médio e longo prazo”, destaca o executivo.

Sem custos para os fornecedores, os programas vão ganhando projeção, com um número cada vez maior de adesão. “Com relação a adesão, o programa cresceu demais após a aquisição da Biosev, com cerca de 500 produtores participando do Jornada Cultivar. Com o ELOS Raízen estamos buscando desenvolver desde tecnologia, até programas de formação de sucessores.  E você só consegue gerir 2.000 produtores em 30 usinas em operação se você tiver algo mais do que simplesmente comprar a cana. É preciso se relacionar com essas famílias empresariais, entender o amor deles pela terra. O amor que eles têm pelas famílias, é acompanhar a sucessão. A nossa preocupação é com o empresário que está tocando hoje, mas também com seus filhos e netos. É o ciclo das famílias e você só faz isso se você tiver visão de longo prazo, e, portanto, o ELOS traz muito dessa visão de longo prazo. Com ele nós temos a missão de atender 100% da nossa cadeia produtiva, e visa a gestão de pessoas, meio ambiente, insumos, enfim, diversos temas, e é oferecido a toda rede de fornecedores”, informou Berni.

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Para Berni a necessidade de se investir e de gerir os empreendimentos de forma sustentável, é um caminho sem volta. “A grande maioria dos fornecedores tem consciência que as questões ambientais, sociais e trabalhistas são fundamentais para o crescimento do negócio. Então a adesão tem sido grande, principalmente na questão do uso de biológicos. Os resíduos de nossa produção que voltam para a lavoura já são um exemplo de economia circular.

A questão das boas práticas trabalhistas, também tem sido bem difundida, visando não apenas o cumprimento das regras, mas também um aprimoramento na gestão de pessoas”, disse.

Como explica Giuliano Beggio Francischini, da Beggio Lorenzo Agropecuária, um dos participantes dos programas. “Fornecemos cana para a Raízen desde 2011 e participamos dos programas Jornada Cultivar e ELOS Raízen desde seu início. “Participar dos programas muito nos auxiliou em nossa capacidade produtiva, principalmente em nossa mudança de cultura e de mentalidade em relação à irreversível tendência de sustentabilidade na implementação do ESG em nossa propriedade”, destaca.

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Giuliano Beggio Francischini

Para Francischini, os programas Raízen “não apenas nos estimularam à prática de mudanças culturais e de ações necessárias a uma empresa sustentável como acompanharam de perto nossa gradativa evolução e alterações de comportamento em todos os pilares que regem o ESG e o SSMA (Segurança, Saúde e Meio Ambiente). Seja através do apoio às mudanças que a NR31 exige ou através da preocupação e acompanhamento, desde a colheita até o plantio, inclusive na homologação de terceiros que compartilham os mesmos valores que nós, ou na busca incessante pela produtividade, a Raízen sempre esteve ao nosso lado, trazendo ferramentas e soluções para gerar progresso justo para todos os envolvidos”, ressalta.

Durante o congresso também foi efetuada a entrega do prêmio Agro Raízen, que contemplou 34 fornecedores. “Uma forma de estimular a adoção de boas práticas de sustentabilidade, sendo que 50% da cana que movimentam as 30 usinas em operação do grupo, vem de fornecedores”, informou Berni que avalia este ano safra como muito bom. “Vamos seguramente passar das 80 milhões de toneladas de cana, sendo 40 milhões vindo de fornecedores, uma moagem muito expressiva. Temos a cana própria, mas o crescimento da Raízen se dá também pelo crescimento dos nossos parceiros”, disse.

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“É importante a ampliação do Jornada Cultivar, através da quantidade de empresas parceiras. No ELOS Raízen vamos trabalhar na execução dos manuais de práticas trabalhistas. Entendemos que o plantio mecanizado pode mitigar os riscos trabalhistas. E buscamos orientar os fornecedores a chegarem no nível de excelência, pois desta forma passam a ser reconhecidos internacionalmente pela plataforma SAI (Sustainable Agriculture Initiative Platform), organização sem fins lucrativos criada em 2002 que ajuda a transformar a indústria ao incentivar o desenvolvimento de padrões agrícolas sustentáveis.

“Nosso foco está na cadeia de cana-de-açúcar, nossa estratégia até 2030 é crescer através dos nossos resíduos. É o bagaço de cana para o etanol de segunda geração. A utilização da vinhaça e da torta de filtro, que já voltam para a lavoura. Estamos na planta certa. É a cana-de-açúcar, que dá origem a um novo futuro”, finaliza Berni.

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