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Programas de descarbonização e de transição energética do Brasil são reconhecidos em painel pela ONU

MME destaca que o país tem avançado em ações para garantir a segurança energética e a qualidade no atendimento à população.

Durante o painel “A Emergência do Sul-Global: Soluções do G20 para alavancar a transição energética”, realizado durante a COP 28, em Dubai, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira apresentou os programas que estão sendo desenvolvidos pelo Ministério de Mina e Energia (MME) para a descarbonização e a transição energética, além de ter reforçado o protagonismo do Brasil na pauta.

Silveira destacou que o Brasil tem avançado em ações para garantir a segurança energética e a qualidade no atendimento à população. Segundo ele, só este ano, o país já contratou R$ 16 bilhões em linhas de transmissão e irá completar R$ 60 bilhões em novas estruturas até março de 2024.

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“Nós estamos conectando agora o último estado da federação ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que é Roraima. Isso nos permite começar a dar passos firmes por uma integração regional mais ampla. Nós já contratamos esse ano R$ 16 bilhões em linhas de transmissão e teremos mais dois leilões até março do ano que vem para reforçar a transmissão de energia do Norte e Nordeste brasileiro para o centro de carga, que é o Sudeste, para dobrar o nosso potencial de produção de energia eólica, solar e biomassa naquela região, especialmente na região da costa do Brasil”, afirmou.

Para o ministro, esse reforço, além de garantir a segurança energética nacional, marca a posição do Brasil como líder do Sul Global, ampliando as parcerias com os países vizinhos.

“Nós já somos interligados à Argentina, ao Paraguai e ao Uruguai. Agora, estamos interligando à Venezuela novamente, para recepcionar energia limpa e renovável da usina de Guri, mas também para assegurar a transição energética na América do Sul. Nós apostamos muito que o Brasil pode ser, junto com os países do Sul Global, o grande exportador de sustentabilidade. Mas o grande desafio, a grande reflexão que eu trago é que a transição energética dê um passo além da sustentabilidade, que seja feita de forma justa, inclusiva e, como disse o Papa Francisco, de preferência obrigatória, para sensibilizar os países desenvolvidos, industrializados, a participarem de forma mais eficaz deste processo”, completou Silveira.

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Aos participantes, o ministro também apresentou os trabalhos do MME em relação ao Combustível para o Futuro, que traz um conjunto de propostas para promoção da mobilidade sustentável de baixo carbono, e as ações do Luz para Todos, que, nesta nova fase, vai beneficiar até 500 mil famílias até 2026.

Participaram do painel, ainda, a Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para Energia Sustentável para Todos e Copresidente da ONU-Energia, Damilola Ogunbiyi, o diretor-geral da COP 28, Majid Al Suwaidi, o ministro de Energia e Recursos Minerais da Indonésia, Arifin Tasrif,  a diretora-geral de Energia da Comissão Europeia, Ditte Juul-Joergense e a chefe de gabinete da SEforALL, Kanika Chawla.

 

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