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Produção de etanol anidro cresce 17,81%

Volume é igual ao da safra 2017/2018, quando a moagem de cana era muito superior

Apesar da retração na moagem quinzenal, que apresentou uma queda de 14,09%, a produção de etanol anidro registrou expressivo crescimento de 17,81% nos primeiros quinze dias de setembro, atingindo 883,06 milhões de litros nesta safra contra 749,57 milhões de litros em igual período de 2020.

O diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, esclarece que “as empresas estão priorizando a produção de etanol anidro. O volume fabricado na primeira quinzena de setembro deste ano só foi verificado na safra 2017/2018, quando a moagem de cana-de-açúcar era muito superior. A despeito da expectativa de queda superior a 14% na moagem de cana-de-açúcar e da retração nas produções de etanol hidratado e açúcar, a produção de etanol anidro deve crescer mais de 500 milhões de litros neste ciclo”,  concluiu Rodrigues.

Na primeira metade de setembro, a produção de açúcar retraiu 20,48% e atingiu 2,55 milhões de toneladas, ante 3,20 milhões de toneladas verificadas em igual período do ano anterior.  A produção quinzenal de hidratado alcançou 1,18 bilhão de litros nos quinze dias iniciais do mês, registrando queda de 25,08%

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Rodrigues, da UNICA

No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 16 de setembro, a produção de açúcar alcançou 26,83 milhões de toneladas, contra 29,19 milhões de toneladas verificadas em igual período do ciclo 2020/2021. A fabricação acumulada de etanol, por sua vez, totalizou 20,75 bilhões de litros, sendo 8,05 bilhões de litros de etanol anidro e 12,70 bilhões de litros de etanol hidratado. Do total fabricado, 1,48 bilhão de litros do biocombustível foram produzidos a partir do milho.

A produção acumulada de etanol anidro até 16 de setembro alcançou 8,05 bilhões de litros, registrando crescimento de 26,42% em relação ao montante contabilizado no mesmo período da safra 2020/2021.

“A produção registrada até o momento, os estoques disponíveis nos produtores, a possibilidade de importação, o volume a ser produzido e a expectativa de consumo do ciclo Otto indicam condições para atendimento do atual nível de mistura de etanol na gasolina, mesmo considerando a migração esperada no consumo de etanol hidratado”, afirma Rodrigues.

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