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Produção de até 1,4 bilhão de litros por ano

Uma terceira unidade da CNAA está sendo construída na cidade mineira de Campina Grande. A companhia, segundo Antonio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, que reúne as empresas do setor, pode ser considerada de porte médio, mas tem grande potencial de crescimento. A participação adquirida pela BP estava nas mãos dos fundos Açúcar e Álcool Fundo de Investimento em Participações e Açúcar e Álcool II Fundo de Investimento em Participações.

O negócio representa um aumento considerável na capacidade produtiva de etanol da BP no Brasil. Com todas as usinas funcionando a plena carga, a empresa britânica passará a gerar anualmente 1,4 bilhão de litros, contra os atuais 435 milhões de litros produzidos pela Usina Tropical Bioenergia. Já a capacidade total de moagem passará para 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Cada unidade da CNAA terá capacidade de produção de 480 milhões de litros de etanol, além de um excedente de 340 gigawatt/hora para ser comercializado no setor de energia elétrica.

— Nossos planos são ambiciosos. Temos como objetivo ficarmos entre os principais produtores de etanol do país nos próximos dez anos — disse Lindenhayn, que não descartou novas aquisições para atingir essa meta. — Temos interesse em outros ativos no Brasil. Mas tudo vai depender das oportunidades que surgirem.

Imagem abalada após desastre ambiental

Para a BP, a aposta no etanol brasileiro representa uma busca não só por novos campos lucrativos, mas também por uma grande mudança de perfil. A imagem da empresa foi abalada por um dos maiores desastres ambientais da História: no ano passado, mais de quatro milhões de barris de petróleo vazaram de um de seus poços no Golfo do México. A BP teve de gastar cerca de US$8 bilhões para conter o derramamento, que durou 87 dias. Em 2010, a BP registrou um prejuízo de US$4,9 bilhões, o primeiro em 20 anos. Apesar disso, no último trimestre, viu seu lucro crescer 30%, para US$5,6 bilhões.

No mês passado, uma outra gigante estrangeira do petróleo, anglo-holandesa Shell, uniu-se à brasileira Cosan para também apostar no mercado de etanol. As duas empresas criaram uma joint venture, a Raízen, que nasceu com valor de mercado estimado em US$12 bilhões e faturamento anual de R$50 bilhões. A união resultou na terceira maior distribuidora de combustíveis do país, atrás apenas da BR e do grupo Ultra.

Com a criação da Raízen, a marca Esso, adquirida em 2008 pela Cosan, será substituída pela bandeira Shell em um prazo de 36 meses.

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