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Produção de açúcar em MG cresce 24,16%

O ano safra 2016/2017 do setor sucroenergético de Minas Gerais caminha para a conclusão com resultados positivos, principalmente, na produção de açúcar. A demanda mundial aquecida e os preços lucrativos impulsionaram a produção e fizeram com que o produto ocupasse a segunda posição no ranking das exportações do agronegócio mineiro.

De acordo com a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), até 30 de novembro, 62,05 milhões de toneladas de cana-de-açúcar já haviam sido esmagadas, volume 0,43% superior ao registrado para o período na safra anterior.

As 62,05 milhões de toneladas de cana representam 98,5% da estimativa de moagem para a safra 2016/17, que deve encerrar o período em 63 milhões de toneladas. Até o momento, 19 usinas já encerraram a moagem da safra vigente, frente às sete usinas no mesmo período da safra passada.

De acordo com o presidente da Siamig, Mário Campos, algumas usinas ainda estão moendo, apesar das chuvas. Por isso, a expectativa é alcançar as 63 milhões de toneladas estimadas para a safra.

“É preciso destacar que nossa safra será encerrada em março de 2017. Por isso, se no próximo ano, alguma usina mantiver a moagem, poderemos superar a estimativa. Acho difícil de acontecer, mas em função das chuvas pode ser que algum volume de cana fique para ser esmagado até março”.

Caso o volume de 63 milhões de toneladas seja alcançado, o montante ficará 3% menor que o registrado anteriormente, quando foram processadas 65 milhões de toneladas de cana. Parte da queda no volume foi compensada na qualidade da cana, que na safra atual cresceu 2,7%.

Em relação aos produtos, o grande destaque é o açúcar. A produção acumulada totalizou 3,91 milhões de toneladas, um crescimento de 24,16% na comparação com a safra passada.

“Tivemos aumento na produção do açúcar, decorrente dos preços muito bons para o produto em 2016. Em Minas, o parque industrial é capaz de fabricar açúcar e etanol, mas com a situação financeira do setor, de endividamento, não optar pelo melhor produto não é uma escolha racional. Então, em termos econômicos, foi uma boa decisão investir na produção de açúcar”, explicou.

Com a demanda mundial em alta e os preços lucrativos, as exportações de açúcar já acumulam alta de 51,8% em faturamento, fechando os primeiros 11 meses do ano em US$ 1,04 bilhão. Em volume, o aumento foi de 35,75% com o embarque de 2,9 milhões de toneladas. O produto é o segundo mais exportado pelo agronegócio de Minas Gerais, atrás apenas do café, e contribuindo com 16% da receita total.

Campos ressaltou que Minas Gerais tem, hoje, uma condição financeira diferenciada em relação ao restante do País, dada à possibilidade maximizar os ganhos com o açúcar, mas continua a preocupação com o setor e com os próximos anos em relação à produção de etanol, que este ano ficou menor.

As informações são do Diário do Comércio.

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