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Processo na Aneel derruba lucro da CPFL

Um processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) motivou a maior parte do provisionamento de cerca de R$ 145 milhões que a holding CPFL Energia fez no balanço do primeiro trimestre deste ano. Com isso, o lucro líquido da empresa, que controla oito distribuidoras, comercializadora e geradoras de energia, caiu 42% frente igual período de 2007, encerrando o trimestre em R$ 273 milhões.

A medida, conta Wilson Ferreira Junior, o presidente da CPFL Energia, foi uma forma de evitar riscos à companhia. A holding tem suas ações listadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e papéis na Bolsa de Nova York.

O papel fechou cotado em R$ 39,66, uma alta de 0,40% em relação ao pregão de sexta-feira.

Dos R$ 145 milhões provisionados no balanço do primeiro trimestre de 2008, o processo que ainda não tem decisão final na Aneel respondeu por R$ 80 milhões. Em linhas gerais, a agência questiona a forma do repasse de um contrato de R$ 80 milhões firmado entre a distribuidora controlada CPFL Paulista e a sua comercializadora CPFL Brasil. Para a Aneel, o repasse deveria ter sido distribuído de forma igualitária ao longo do ano.

A companhia provisionou também outro acordo similar, feito entre as suas controladas CPFL Brasil e CPFL Piratininga. Nesse caso, o contrato é de R$ 45 milhões. “Por precaução, resolvemos provisionar esses acordos no balanço do primeiro trimestre e estamos conversando com a agência sobre o assunto da CPFL Paulista”, conta o executivo.

Além dos dois contratos, o resultado deste primeiro trimestre de 2008 também refletiu o atraso na entrada em operação da hidrelétrica Castro Alves. Prevista para começar a funcionar em janeiro deste ano, a usina só ligou as turbinas em março último e o atraso gerou uma perda de R$ 20 milhões.

Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida) também teve redução de 25% entre o primeiro trimestre de 2008 e igual período do ano passado.

A receita líquida da CPFL Energia foi de R$ 2,48 bilhões, 15,4% maior que igual período do ano passado.

O bom desempenho do faturamento livre de impostos refletiu o aumento no volume de venda de energia nas áreas de concessão. Em média, esse aumento foi de 8,1% entre janeiro e março deste ano. “Crescemos em todos os segmentos de consumo”, afirma o presidente da CPFL.

De fato, a alta foi generalizada. O segmento residencial subiu 7% no período, enquanto o comercial aumentou outros 3%. Já o industrial teve alta de 6%, ao passo que o segmento rural cresceu 15%. Os demais setores tiveram um acréscimo de 8% entre o primeiro trimestre deste ano e do ano passado.

Segundo o presidente da CPFL Energia, a alta do consumo refletiu o bom momento da economia no país. E o segmento residencial, em especial, mostrou que a melhora da renda resulta na aquisição de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e outros.

Só para se ter uma idéia do crescimento da holding, enquanto o consumo de energia no país subiu 4%, a CPFL Energia teve alta de 8% no trimestre.

O mesmo fenômeno pode ser visto em suas áreas de concessão. Por exemplo, enquanto a região Sudeste aumentou seu consumo em 3,9%, a holding vendeu 4,4% a mais.

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