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Prévia da inflação oficial desacelera em maio para 0,58% com menor alta de alimentos

O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, encerrou o mês de maio com alta de 0,58%, inferior à taxa de 0,78% de abril. O índice foi divulgado nesta quarta-feira (21) pelo IBGE.

Com o resultado, o indicador acumula uma inflação de 3,51% de janeiro a maio. Já a taxa em 12 meses encerrados em maio ficou em 6,31% -bem próxima do teto da meta do governo, de 6,5% neste ano.

A perda de ritmo da inflação decorre da freada dos aumentos dos alimentos, tendência já vista nos índices de preços de atacadistas e produtores -que vendem seus produtos a feirantes, supermercados e outros varejistas de produtos alimentícios. O grupo alimentação subiu 0,88% em maio, abaixo do 1,84% de abril.

A perda de fôlego dos alimentos compensou reajustes maiores no grupo habitação (alta de 1,19% em maio), na esteira dos aumentos dos remédios e da energia elétrica em algumas capitais. Sozinha, a alta de 3,76% da conta de luz teve um peso de 0,10 ponto percentual na taxa do IPCA-15 de maio.

2010-06-09 Torre Energia Eletrica Bioeletricidade Arte (1)

Depois da energia, vieram os remédios, que ficaram 2,10% mais caros e causaram o segundo maior impacto (0,07 ponto percentual) sobre o índice do mês.

Por outro lado, o grupo transporte registrou deflação de 0,33% —ante alta de 0,54% em abril. A queda foi reflexo de preços mais baixos de tarifas aéreas (-21,26%, por conta de promoções com a demanda para a Copa menor do que a prevista), do etanol (-1,13%, com a entrada da safra de cana) e a gasolina (-0,03%), que leva o álcool, mais barato agora, em sua composição.

Após estiagem, preços menores

Com um clima menos seco e melhor para as lavouras, alguns alimentos também tiveram queda. Os destaques foram farinha de mandioca (-4,21%), hortaliças (-3,90%) e frutas (-1,04%). Já outros subiram menos do que em abri, como a batata-inglesa (de 26,96% para 13,75%), leite longa vida (de 5,70% para 2,28%), feijão carioca (de 12,75% para 1,50%), tomate (de 14,80% para 1,42%) e carnes (de 2,83% para 0,45%).

A disparada dos preços dos alimentos levou o IPCA (índice oficial do país cuja prévia é o IPCA-15) alta expressiva de 0,92% em março, a maior para tal mês do ano desde 2003. Com esse resultado, as previsões de analistas foram revistas para cima e já se esperava uma inflação no topo da meta do governo.

O inflação arrefeceu e encerrou abril em com alta de 0,67%. Apesar de ainda ser uma taxa ainda elevada para atingir a meta do ano, a taxa cedeu graças à desaceleração dos alimentos, que tinham subido 1,92% em março e avançaram 1,19% em abril.

A perda de ritmo dos reajustes dos alimentos, intensificado na primeira quinzena de maio, acontece num momento em que a estiagem prolongada dos primeiros meses do ano deu uma trégua. O clima mais favorável melhorou e aumentou a produtividade das lavouras e a qualidade dos produtos.

Esse cenário de melhor foi sentido com mais intensidade no IPCA-15. O índice usa a mesma metodologia e pesquisa os menos produtos do IPCA. Só difere o período de coleta dos dados -que no índice de maio foi de 12 de abril até 14 de maio.

A desaceleração do IPCA-15 reforça a tese de analistas de que o Banco Central vai manter estável a taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária -hoje em 11% ao ano.

(Fonte: Folha Online)

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