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Presidente da UNICA critica atitude de distribuidoras

Para Gussi momento é de defender a existência e a permanência do setor

Evandro Gussi, presidente da UNICA

“Estamos no olho do furacão de uma tempestade perfeita. Se o coronavírus reduziu muito o consumo de combustíveis da nossa frota leve, gerando grandes perdas de receita para todo o setor, já sofríamos com o preço baixo do petróleo, com barril hoje na casa de US$ 20, valor que confere uma falta de competitividade nunca vista no médio prazo. Além disso, segundo dizem os nordestinos, depois do tombo vem o coice, fomos surpreendidos com declarações de força maior feitas por distribuidoras de combustíveis e de energia, situação que muito nos preocupa”, afirmou o presidente da União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA), o deputado federal Evandro Gussi, em entrevista à CNN.

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Segundo Gussi, a medida unilateralmente tomada sem diálogo anterior é extremamente perigosa, pois se a distribuidora não honrar com seus contratos, irá gerar um déficit enorme no fluxo de caixa, impactando os milhares de produtores de cana e seus colaboradores localizados em mais de 1200 cidades do Brasil. “O momento é de defender a existência e a permanência do setor com a possibilidade de voltar lá na frente, mais forte e mais eficiente”, disse.

Para o presidente da UNICA existem semelhantes e diferenças entre o momento atual e um passado recente, quando o setor sucroenergético teve dificuldades e sofreu pesadamente com a política de preço dos combustíveis implantadas por Governos anteriores. “Enfrentamos agora um cenário antimercado que sauditas e russos estão fazendo, com a própria negação da economia de mercado. Por outro lado, a pandemia traz um ingrediente que nenhum de nós conhecia e com efeitos terríveis, mas a diferença é que nós temos encontrado tanto no Ministério de Minas e Energia, quanto no Ministério da Agricultura, sensibilidade e altíssimo nível de profissionalismo para lidar com este momento”, explicou.

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“Temos a perspectiva de passar por essa crise e voltar com toda força, movendo a economia do século 21. Contamos com a importante e inteligente contribuição que o Governo tem oferecido como horizonte e também termos a visão de uma economia solidária, na qual pensamos em toda a cadeia”, disse.

Desemprego e recessão

Foto: JornalCana/Arquivo

Em nota divulgada nesta tarde (1º), a UNICA se manifestou contra os anúncios de rompimento de contratos sob alegação de cláusula de força maior por distribuidores de energia e de combustíveis e afirma que lutará para garantir, por todos os meios, que os contratos sejam cumpridos, contribuindo para a sobrevivência do setor e daqueles que dele dependem:

 

“A UNICA rechaça veementemente essa postura e, mais do que isso, espera que esse comportamento predatório não tome o lugar da necessária solidariedade econômica que o momento exige. Tal movimento tem força suficiente para destruir, sem qualquer fundamento jurídico ou econômico, uma parte importantíssima da cadeia sucroenegética, que, em sua base, é formada por milhares de produtores rurais e seus colaboradores às vésperas de uma safra desafiadora.

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Sob o ponto de vista jurídico, as notificações ignoram os pressupostos legais para a alegação de força maior e pretendem criar uma verdadeira licença para não pagar. Sob o ponto de vista econômico, empresas altamente capitalizadas, com farto acesso ao crédito nacional e internacional, pretendem transferir aos elos mais frágeis as responsabilidades que competem a elas e para as quais se prepararam nos últimos anos.”

 

Confira em vídeo:

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