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Preços futuros de açúcar e álcool

A Tailândia, o Brasil e a Austrália estão se mobilizando para discutir, na Organização Mundial do Comércio (OMC), os subsídios que a União Européia concede a seus produtores de açúcar, prejudicando assim as exportações desses países. Ainda no mercado internacional, a Rússia produziu, em janeiro, 240 mil tons de açúcar branco, 5,6% superior ao mesmo período do ano passado. Na bolsa de Nova Iorque, apesar de os fundos e os especuladores estarem comprando, aumentando suas posições compradas, o movimento de fixação de países exportadores foi mais intenso, causando queda de 0,97% (primeiro vencimento).

Na bolsa de Londres, para o primeiro vencimento o recuo foi de 1,07%. Segundo informações da UNICA, as exportações de açúcar cresceram 18,6% em 2002. Para este ano, as perspectivas de exportações são menores que as do passado, devido, principalmente, ao compro-misso firmado com o governo. No mercado futuro da BM&F, à exceção do vencimento julho/03, todos os outros vencimentos tiveram desvalorização em relação a semana passada.

A produção de álcool na safra 2002/03 (Centro-Sul) atingiu 11,15 bilhões de litros, ou seja, 1 bilhão de litros a mais que a safra anterior. Na última reunião (6/2/2003), os usineiros firmaram um compromisso com o governo de vender álcool, tanto o hidratado como o anidro, mais barato para as distribuidoras e não deixar o mercado desabastecido. Na BM&F, o comportamento dos preços futuros do álcool anidro foram atípicos nessa semana. O vencimento março/03 ficou estável e maio/03 teve queda de 4,0%. Para os vencimentos mais longos, agosto/03 e setembro/03, houve valori-zação de 5% e 3%, respectivamente.

Carlos Alberto Widonsck e Juliano Nadal (Florestasite)

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