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Preços do açúcar cristal mantém alta no mercado interno

Valores seguem tendência elevada de agosto

Foto: Arquivo

Os preços do açúcar cristal seguem relativamente firmes no estado de São Paulo, enquanto os valores internacionais, estão enfraquecidos.

Esse cenário, por sua vez, resultou em aumento – para aproximadamente 10 Reais/saca de 50 kg – da vantagem dos preços do mercado doméstico sobre o equivalente que seria o valor das exportações, segundo cálculos do Cepea.

No geral, mesmo com o tempo seco no estado de São Paulo favorecendo a colheita de cana e a produção de açúcar, os preços seguem firmes. No mercado internacional, a pressão vem da elevada produção brasileira.

De 8 a 14 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou praticamente estável (+0,06%), fechando a R$ 85,83/saca de 50 kg nessa segunda-feira (14).

 A tendência segue a alta de agosto. No mês o Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) acumulou alta de 8,50% em agosto, fechando a R$ 85,13/saca de 50 kg no dia 31. A média mensal foi de R$ 81,44/saca de 50 kg, 5,27% superior à de julho (R$ 77,36/saca de 50 kg) e 35,58% acima da média de agosto/19 (R$ 60,07/saca de 50 kg), em termos nominais.

Segundo a UNICA, de abril/20 até a primeira quinzena de agosto/20, usinas paulistas moeram 224,485 milhões de toneladas de cana, aumento de 9,15% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de açúcar totalizou 15,825 milhões de toneladas, alta de 48,03% no mesmo período. Do total da cana processada, 53,38% foram direcionados à produção de açúcar e 46,62%, à de etanol.

Já no final do mês, os preços do açúcar demerara perderam força com a perspectiva de que o aumento na produção brasileira de açúcar deve elevar substancialmente a disponibilidade do produto no curto-prazo.

Segundo a consultoria Green Pool Commodity Specialists, a região Centro-Sul brasileira poderá, já em outubro/20, armazenar de 12,5 a 13 milhões de toneladas do adoçante, o que seria um recorde histórico.

A baixa demanda por etanol – ainda devido às medidas de distanciamento social decorrentes da pandemia do coronavírus –, o dólar supervalorizado, incentivando as exportações, e o clima predominantemente seco no Centro-Sul, o que auxilia a colheita, favoreceram a abundante produção de açúcar.

Cálculos do Cepea indicaram que as vendas externas de açúcar remuneraram, em média, 2,22% a mais que as internas em agosto. Esse cálculo considera o valor médio do Indicador CEPEA/ESALQ e o do vencimento Outubro/20 do Contrato nº 11 da Bolsa de Nova York (ICE Futures), prêmio de qualidade estimado em US$ 42,14/tonelada e custos com elevação e frete de US$ 41,04/tonelada.

De acordo com a Secex, o Brasil exportou em agosto 3,474 milhões de toneladas de açúcares e melaços, 118% a mais que o volume embarcado em igual mês de 2019, de 1,589 milhão de toneladas A receita obtida com as exportações totais do setor em agosto foi de US$ 961,292 milhões, 0,32% inferior aos US$ 964,383 milhões obtidos em julho, mas 106% maior que o recebido em agosto do ano passado, de US$ 465,049 milhões.

 

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