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Preços agrícolas têm menor queda do ano

Os preços agrícolas tiveram a menor queda em doze quadrissemanas e registraram variação negativa de 1,59% na segunda quadrissemana de julho, o que representou uma recuperação de 1,66 ponto percentual em relação à quadrissemana anterior.

Porém, essa variação negativa deve permanecer até o mês de novembro, segundo disse o diretor do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo, Nelson Martin. “A situação do mercado interno está difícil, pois o poder aquisitivo do consumidor caiu. O mercado externo também não está favorável, pois o dólar atingiu um patamar que não é adequado para o produtor.”

Para Martin, os preços agrícolas devem fechar o ano variando entre queda de 1% e alta de 1%. “O mercado está bem abastecido de produtos agropecuários, o que causa a queda nos preços para o produtor. Este será o ano do consumidor, que encontrará preços mais baixos nas prateleiras.” O que vem sustentando os preços agrícolas nesta quadrissemana e nas anteriores, é o segmento animal, pois são os produtos que ainda atingem patamares de preços razoáveis nas exportações.

“O segmento animal tem se mantido positivo, pois os produtores de aves e suínos reduziram os alojamentos e o plantel, o que causou uma queda na oferta e elevação dos preços.”

Os produtos de origem animal tiveram alta de 4,09% na segunda quadrissemana de julho. O boi gordo teve incremento de 7,21%, as aves ficaram estáveis, juntamente com o leite. Os suínos tiveram alta de 8,67%. Os ovos caíram 1,99%. “Essa queda no preço dos ovos não é representativa, uma vez que estava em alta constante. Ele deve se recuperar nas próximas quadrissemanas.”

O produto que teve a maior alta foi o tomate, com 15,93%. A batata apresentou a maior queda na quadrissemana, com 31,74%, em função de estar em plena colheita. O preço do milho, cuja safrinha ainda está em colheita, continuou em queda, indicando forte diminuição nas próximas semanas.

Dos 19 produtos analisados, nove sofreram redução nos preços: algodão, amendoim, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e ovos. Sete tiveram acréscimos: arroz, banana, cebola, laranja, tomate, boi gordo e suíno. E três mantiveram-se estáveis: trigo, leite e aves.

A variação foi negativa em 1,59%, o que representou uma recuperação de 1,66 ponto percentual.

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