Preço da energia da cana no spot cai mais 9%

Vender eletricidade feita da biomassa da cana-de-açúcar começa 2016 valendo 9% menos.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), para o período de 2 a 8 de janeiro, foi fixado em R$ 46,02/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e R$ 45,78/MWh no Sul, reduções de 9% e 10%, respectivamente.

No Nordeste, o preço subiu 2%, passando de R$ 344,41/MWh para R$ 352,86/MWh. O PLD no Norte também foi elevado em 2%, chegando a R$ 111,14/MWh.

O PLD serve de referência para os valores de comercialização da eletricidade de térmicas de biomassa no mercado spot.

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As afluências previstas para o SIN em janeiro subiram para 85% da Média de Longo Termo – MLT com acréscimo de 800 MWmédios de energia ao Sistema e destaque para a região Sudeste onde a previsão passou de 86% para 95% da média histórica. Houve queda nas ENAs esperadas para o Sul (248% para 199%), Nordeste (29% para 26%) e Norte (33% para 27% da MLT).

Os limites de recebimento de energia do Nordeste continuam sendo atingidos, deixando o PLD desse submercado diferente dos demais. Já o limite de envio de energia do Sul para o Sudeste foi atingido no patamar de carga leve, desacoplando o preço médio semanal entre esses submercados.

Os níveis de armazenamento esperados para os reservatórios do SIN ficaram cerca de 5.350 MWmédios acima da expectativa com elevação em todos os submercados, elevação provocada pelo aumento nas afluências do Sudeste e pela carga baixa em função dos feriados de final de ano. O aumento mais expressivo foi registrado no Sudeste (+4.450 MWmédios), seguido pelo Sul (+700 MWmédios), Norte (+140 MWmédios) e Nordeste (+50 MWmédios).

A carga de energia prevista para a segunda semana de janeiro não sofreu variação em relação ao previsto na semana anterior.

O fator de ajuste do MRE esperado para janeiro é de 85,7%. Os Encargos de Serviços do Sistema – ESS estimados para dezembro, por sua vez, são de R$ 673 milhões, sendo R$ 569 milhões referentes à segurança energética. Já para janeiro, o ESS esperado é de R$ 1,07 bilhão, sendo R$ 1,01 bi referente à segurança energética.

A elevação do valor se deve à redução do PLD em janeiro, uma vez que o encargo é valorado pela diferença entre o custo das usinas despachadas e o preço de liquidação das diferenças.

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