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Preço alto deve desestimular fusão de usinas

O alto valor de mercado adquirido pelas usinas de cana-de-açúcar na safra passada deve esfriar o processo de aquisições e fusões de empresas neste ano, segundo avaliação de especialistas do setor ouvidos pela Folha.

Ontem, por exemplo, a direção da Cosan -maior produtora de açúcar e etanol do mundo- informou que não está disposta a comprometer investimentos com aquisições, e, sim, com a expansão das unidades já existentes.

A empresa divulgou alta de 64% no lucro no quarto trimestre fiscal (R$ 480,9 milhões) ante o mesmo período do ano anterior.

As empresas voltaram a ter peso após o preço do açúcar e do etanol atingir patamares históricos na última safra.

Para 2011, as perspectivas de faturamento são positivas por causa da elevada demanda por açúcar e etanol.

Segundo levantamento da consultoria FG/Agro, de Ribeirão Preto, o preço médio do açúcar na safra atingiu US$ 600 a tonelada, enquanto o etanol hidratado nas usinas chegou a R$ 1,63 o litro, e o anidro, R$ 2,72.

“Com esses preços, as usinas geraram caixa suficiente para pagar parte das dívidas e se capitalizar após o período de baixa ocorrido durante a crise financeira, entre 2008 e 2009”, disse o diretor da FG/Agro, Juliano Merlotto.

Para o diretor da PwC (PricewaterhouseCoopers) Alessandro Ribeiro Duarte, as fusões e as aquisições serão menores mesmo com o assédio dos grandes grupos produtores, que precisam de mais usinas para ampliar suas produções.

“Hoje há mais demanda para compra de usina do que para venda, justamente por causa da rentabilidade obtida pelas empresas na última safra e as boas expectativas para este ano”, disse Duarte.

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