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Postos terão que mudar o nome de álcool para etanol

A partir do próximo dia 11 de setembro, todos os postos de combustíveis do país serão obrigados a utilizar a nomenclatura “etanol” nas bombas. A denominação substituirá o nome álcool, utilizado desde a década de 1980 – quando o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar começou a ser utilizado no Brasil.

Apesar de ser o mesmo produto, o objetivo é popularizar o etanol – distinguindo o combustível de outros tipos de álcoois. A medida contribui para o fortalecimento do etanol no mercado internacional e, no futuro, pode ajudar o produto a se tornar uma commodity.

Segundo Frederico Aguiar, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Pernambuco (Sindicombustíveis), a maioria dos estabelecimentos deve cumprir a determinação da ANP. A identificação Etanol deve constar na placa de preços, na bomba e no indicativo do produto – substituindo o nome álcool para identificar o combustível.

“Colocamos os carros de assistência do sindicato para percorrerem os postos, com os adesivos para serem trocados. Nos postos que pertencem a uma bandeira, as companhias já alertaram os revendedores sobre a necessidade da troca. No caso dos que têm bandeira branca, estamos avisando”, explica Aguiar. Ele acredita que 90% dos associados devem cumprir a medida até o próximo dia 11 de setembro.

O gerente comercial Nordeste da rede Ello-Puma, Arnaldo Péricles, acredita que para os comerciantes não haverá problemas em trocar a denominação para etanol. Entretanto, ele cita que a maioria dos clientes ainda procura pelo “álcool” combustível e alguns estranham o novo nome do produto – que deve se popularizar com o tempo.

“Ainda é preciso divulgar a mudança. Na Região Metropolitana, o consumidor está mais acostumado com o nome etanol, mas em alguns locais mais afastados, o cliente estranha. Acredito que as pessoas vão se acostumar com o tempo. Afinal, foram muitos anos chamando o etanol de álcool”, considera Péricles.

Frederico Aguiar, do Sindicombustíveis, brinca, dizendo que o cliente ainda passará muito tempo pedindo ao frentista para colocar álcool, enquanto o veículo será abastecido com etanol. “O combustível é o mesmo e vai continuar o mesmo. Mas a cultura de pedir para abastecer o carro com etanol ainda precisa ser criada e fortalecida”, aponta. Em Pernambuco, os 1.200 postos devem alterar a denominação. Os estabelecimentos tiveram 270 dias, desde a publicação da resolução da ANP, para se adaptarem.

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