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Possíveis subsídios para exportação de açúcar indiano são ilegais, aponta Unica

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Em comunicado emitido na manhã desta sexta-feira, 7 de fevereiro, a Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar disse estar preocupada com as notícias que dão conta de que o governo da Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo, estaria prestes a anunciar um aumento nos subsídios às exportações do produto. Se confirmado, o subsídio de US$ 128 milhões para a exportação de 4 milhões de toneladas de açúcar bruto, seria um acréscimo aos US$ 120 milhões gastos pela Índia nas últimas quatro safras para subsidiar fretes e o transporte interno e internacional de seu açúcar.

Elizabeth Farina, presidente da entidade, lembra que todas as formas de subsídio às exportações são consideradas ilegais pela OMC – Organização Mundial do Comércio por serem reconhecidamente prejudiciais para o comércio internacional. “Mas a Índia vem fazendo uso de subsídios às exportações para açúcar há vários anos, aprofundando ainda mais as distorções ao mercado internacional que já vem ocorrendo,” afirmou.

Ainda segundo o comunicado, os dois tipos de subsídios praticados pela Índia são prejudiciais de acordo com a OMC porque não só distorcem o mercado internacional como derrubam os preços artificialmente, punindo exportadores que não fazem uso dessas práticas. É o caso do Brasil, hoje o maior exportador de açúcar do mundo, responsável por cerca de 50% de todo o açúcar negociado no planeta. “Ao subsidiar exportações, a Índia reduz estoques domésticos e ajuda seus produtores ao sustentar os preços internos em patamares acima dos praticados no mercado internacional. Isso obriga produtores de países como Tailândia, Austrália, Colômbia, Guatemala e o Brasil a reduzir sua produção e ajustar a oferta internacional nas próximas safras, ou, amargar ainda mais prejuízos em função dos preços, já altamente deprimidos,” frisou Farina.

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