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Porto se prepara para novas operações com fertilizantes

Navios maiores poderão atracar no cais comercial do porto de Paranaguá

Uma manobra especial realizada na última semana começou a preparar o Porto de Paranaguá (PR) para oferecer uma nova oportunidade aos operadores, em especial de graneis sólidos de importação.

Navios de 225 metros podem atracar no cais comercial, carregados com fertilizantes, dando oportunidade para fazer o retorno ao exterior levando graneis de exportação.

O ensaio foi com a embarcação Tramp Lady, que finaliza a descarga de 41.748 toneladas de fertilizante (sulfato de amônio), no berço 211. Por enquanto, o teste não foi com carga completa, mas colocou todos os equipamentos e a estrutura à prova. A implementação definitiva depende da homologação do novo calado.

“A ideia é permitir que, uma vez ou outra, os navios de 225 metros, que são os mesmos navios que atracam no Corredor de Exportação, padrão Panamax, venham trazendo fertilizante e voltem levando soja”, explica o diretor de Operações Portuárias, Luiz Teixeira da Silva Junior.

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De acordo com Teixeira, o Tramp Lady é o maior navio trazendo fertilizante que já atracou no cais comercial. A embarcação tem sete porões, sem guindaste de bordo. Geralmente, os navios que trazem os graneis aos portos do Paraná medem de 190 a 200 metros, têm apenas cinco porões e guindastes de bordo para auxiliar na operação de descarga.

Apesar de ser o maior, ele não chegou com carga máxima. “Vem com 41 mil toneladas, poderia vir com 60, 65 mil toneladas que os navios do corredor levam com o mesmo calado, 12,5 metros, mas nos berços 209 e 211 nós não temos 12,5 metros ainda. Está em fase de estudos para homologar os 12,5 metros para estes berços”, pondera.

Segundo o gerente de Operações e Logística da Harbour, operadora responsável pelo navio Tramp Lady, essa atracação é uma quebra de paradigma. “É importante ressaltar o esforço que a Portos do Paraná fez com o pessoal da Operação para atracar esse navio uma vez que o berço é para 200 metros. Houve todo um trabalho de planejamento, de engenharia para atracar esse navio, que, na verdade, é uma quebra de paradigma e vai desencadear um trabalho de novas oportunidades, de novos desenhos operacionais”, aponta.

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Ele informa que a embarcação veio da China e tem bandeira de Malta. Todo o trabalho de dragagem e os estudos de batimetria já foram feitos. A previsão é de que a documentação seja enviada à Marinha para homologação no mês de fevereiro. Atualmente, o calado operacional é de 10,8 metros.

De acordo com Teixeira, assim que o calado de 12,5 metros estiver aprovado, Paranaguá ganha um novo diferencial. “Os navios poderão vir com grande quantidade de fertilizante, numa só embarcação equivalente a dois navios desses que vêm normalmente, e com menor custo de frete. O importador ganharia no frete e ainda teria condições de se habilitar para o carregamento de granéis sólidos”, destaca.

Normalmente, os berços especializados em fertilizantes recebem embarcações de 190 a 200 metros. “Equipamentos nós temos, os guindastes sobre rodas tranquilamente conseguem operar num navio desse porte. Estamos fazendo um teste para ver o comprimento dele, o LOA, porque o calado ainda não foi homologado o 12,5 metro. O calado atual é 10,8 metros então iríamos a 12,5 metros, que é o mesmo calado do Corredor”, analisa.

O diretor ainda complementa ressaltando a redução de custos para os operadores. “Quando você faz dois navios, você pode gastar oito horas na atracação e desatracação e teria um só para fazer, na metade do tempo, e uma descarga de mais de 60 mil toneladas e ganharia esse tempo também, porque isso gera custo”, finaliza Teixeira.

 

 

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