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Por que o mercado da Ásia é prioritário para o setor sucroenergético

Especialistas apresentam análises sobre o tema

Por que o mercado da Ásia é prioritário para o setor sucroenergético?

Especialistas do setor sucroenergético ligados a órgãos públicos, entidades e a empresas privadas apresentam suas análises sobre o tema.

As apresentações foram nesta terça-feira (18/06) em painel do Ethanol Summit 2019, evento da UNICA realizado na capital paulista.

Confira a seguir as avaliações de cada um dos participantes do painel:

 

Márcio Felix, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME)

 

1 – Mandatos de biocombustíveis: China (E10), Índia (B15 e E10), Tailândia (B7 e E5), Indonésia (B20 e E3) e Malásia (B10 e E10).

Os mandatos de mistura contribuem para sustentar a indústria. São um marco e um programa como o RenovaBio dá sustentação mais moderna, científica, com inovações que trazem para hoje o futuro.

2 – Perspectiva de nova política para biocombustíveis na Índia, com E20

3 – Desenvolvimento econômico do sudoeste asiático avança acima da média mundial, o que gera mais consumo de biocombustíveis

4 – Ásia pode aproveitar seu potencial de produção para ofertar etanol e tornar perene sua indústria

5 – De acordo com a Agência Internacional de Energia, a participação de renováveis em transporte deverá crescer dos atuais 3,5% para 19% em 2040 (incluindo usos diretos e indiretos).

Brasil, EUA e Ásia podem desempenhar um papel estratégico em um mercado global de biocombustíveis.

 

Marcos Jank, da Asia Brazil Agro Alliance:

 

1 – Hoje a fronteira é a Ásia. Fiquei quatro anos na região asiática, fui a 12 países. A exportação brasileira de etanol, que despenca a partir de 2007, registra, entre 2005 e 2017, 83% do total exportado para Japão e Coréia.

2 – Potencial na Ásia (China, Índia e Filipinas) é de cerca de 19 bilhões de litros.

3 – Mercado asiático é complexo. Países têm mandatos, mas que não são cumpridos, estão aquém do comprometido.

Na Índia, por exemplo, vive-se ciclo vicioso: preço da cana é o dobro do preço brasileiro. Isso gera excesso de produção, governo tem de dar subsídio para exportação. E isso derruba o preço mundial. 

 

4 – Proposta é o ciclo virtuoso em países com excedente de cana, caso da Índia: quando tem excedente de produção, gera excedente de cana e joga não no açúcar, mas no etanol.

Se cumprirem os mandatos (E10 e E15), usariam o etanol, evitariam dependência de petróleo. Substitui ciclo vicioso por um ciclo virtuoso.

5 – Brasil tem a ensinar a esses países da Ásia é a flexibilidade de toda a indústria, não só nos veículos flex.

A indústria cresceu, ao longo dos anos, para chegar ao mandato de 27% (de anidro na gasolina).

Por flexibilidade, a Ásia pode seguir mandato quando há mais cana, e reduzi-lo quando a produção é menor.

6 – 66 países têm metas ou mandatos de mistura. Mas nem todos cumprem. EUA e Brasil cumprem.

7 – Se a Ásia cumprir seus mandatos, há um mercado de 20 bilhões de litros a ser preenchido.

 

Paulo Neves, diretor da Raízen Trading:

 

1 – É preciso ter os EUA como parceiro do Brasil na busca de novos mercados para o etanol.

2 – Os países asiáticos também devem ser produtores, representantes do etanol como commodity global.

3 – Ásia tem potencial de importação de 3,3 milhões de metros cúbicos de etanol (dos mais variados tipos) em 2019.

 

 

 

 

 

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