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Por que é difícil viabilizar a eletricidade da biomassa da cana em leilões públicos

Confira avaliações de Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da UNICA

Por que é difícil viabilizar a venda de eletricidade feita da biomassa da cana-de-açúcar em leilões públicos? 

A dificuldade de viabilizar a venda de eletricidade feita da cana tem vários motivos, segundo Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Um dos motivos é que as portas estão fechadas para a fonte biomassa de cana?

Sim, um dos motivos é esse. ““Se continuarmos fechando a porta para esta fonte, como daremos segurança e previsibilidade ao setor para estimular a estruturação de um número maior de projetos a cada leilão?”, questiona Souza.

Qual é outro empecilho dos leilões?

Outro empecilho para a bioeletricidade, segundo Souza, é que a sistemática de leilão coloca a biomassa para competir diretamente com as não renováveis carvão e gás natural.

“Essa sistemática precisa ser revista urgentemente”, destaca o gerente de bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza.

Como foi o desempenho da eletricidade de biomassa no mercado regulado (leilões) em 2018?

O ano de 2018 foi o 3º pior em termos de contratação de novos projetos nos leilões regulados promovidos pelo Governo Federal desde a implantação do formato em 2005.

Houve poucas contratações?

Sim, houve poucas contratações. No Leilão A-4 do ano passado, a biomassa cadastrou 28 projetos, somando 1.422 MW, e acabou comercializando a bioeletricidade de somente dois empreendimentos.

E no outro leilão de 2018, o resultado também foi ruim?

Sim. No Leilão A-6 de 2018, a biomassa cadastrou 25 projetos totalizando 1.040 MW e, ao fim da disputa, vendeu energia também de apenas dois projetos.

Quem dominou as contratações?

Quem dominou as contratações no Leilão A-6 do ano passado foi a energia eólica, que respondeu pela maior parte do volume contratado (50,3%), seguida das termelétricas a gás natural (40,3%).

Qual foi a participação dos empreendimentos de biomassa nesse leilão?

A participação da biomassa nesse leilão foi de apenas 1%.

O que mais ocorreu nesse Leilão A-6?

No A-6/2018, a biomassa concorreu no chamado Produto Disponibilidade, onde uma única térmica a gás natural levou mais de 97% da demanda alocada para aquele produto, deslocando os projetos de bioeletricidade.

Onde Zilmar fez suas avaliações?

Zilmar fez suas avaliações no painel “Entraves Regulatórios na Geração de Energia”.

Onde foi esse painel?

Esse painel foi no seminário “Agro em Questão – Energias renováveis: tornando a agropecuária mais sustentável e econômica”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Qual a expectativa para os leilões deste ano?

As expectativas para os leilões do Governo geram expectativa. Dois leilões de energia nova já foram agendados neste ano.

Qual é o primeiro dos leilões?

O primeiro dos leilões é o A-4/2019, a ser realizado em 28 de junho e a fonte biomassa cadastrou 1.039 MW, totalizando 19 projetos.

Quem está na liderança de cadastramento?

A liderança no cadastramento do Leilão A-4/2019 coube à fonte fotovoltaica com 26.253 MW (751 projetos), seguida da eólica com 23.110 MW (751 projetos).

E o segundo dos leilões?

O segundo dos leilões é o A-6/2019, programado para 26 de setembro.

Quem deve participar

Nesse leilão, que recebe projetos para cadastro, devem participar empreendimentos hidrelétricos, de geração eólica e solar fotovoltaica, e projetos de termoelétricas a biomassa, a carvão mineral nacional e a gás natural.

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