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Pnud defende estímulo fiscal ao etanol brasileiro

A remoção da taxação imposta pelos países desenvolvidos ao etanol brasileiro seria, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008, uma medida capaz de amenizar de forma significativa os efeito das mudanças climáticas no mundo. O documento, produzido anualmente e divulgado em mais de 100 países pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foi lançado nesta terça-feira, em Brasília.

O estudo sustenta que o álcool brasileiro, produzido a partir da cana de açúcar, emite até 70% menos gases do efeito estufa do que os combustíveis fósseis, enquanto o etanol com base em milho, dos Estados Unidos, reduziria as emissões em apenas 13% e com custo unitário maior. “As barreiras comerciais e os subsídios estão, ao mesmo tempo, elevando o custo de mitigar [atenuar os efeitos] as emissões de carbono e de diminuir a dependência do petróleo”, diz trecho do relatório.

Em artigo anexado ao relatório, escrito a pedido do Pnud, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressalta que o uso do álcool no setor de transporte reduz em cerca de 25,8 milhões de toneladas por ano as emissões brasileiras de gás carbônico. “Nosso alvo é aumentar a oferta de biodiesel em 5% para cada litro de combustível fóssil vendido no Brasil até 2013”, diz o texto.

O relatório aponta o desmatamento da Amazônia como “uma das grandes fontes de emissões do mundo”, responsável 730 milhões de toneladas de gás carbônico por ano. Mas lembra que os biocombustíveis não agravam o problema, pois “menos de 1% [da produção de cana-de-açúcar] provém da Amazônia”.

Segundo o relatório, o Brasil ainda tem a quinta menor taxa de emissão per capita entre os 70 países de alto desenvolvimento humano. A taxa nacional ( 1,8 tonelada por habitante em 2004) é 60% inferior à média mundial (4,5 toneladas) e 30% menor que a da América Latina e do Caribe (2,6 toneladas).

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