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Plantas de etanol de milho projetam expansão da produção

Expectativa é de que o grão seja a matéria-prima de quase 20% do biocombustível em 2023/24

A sustentabilidade e competividade do etanol de milho são pontos que ficaram bem nítidos durante o Bioenova – 1o Encontro Nacional de Inovação das Indústrias de Bioenergia, realizado na semana passada na capital de Mato Grosso. A expectativa para 2023/24 é de que o grão seja a matéria-prima de quase 20% do volume total do biocombustível no mercado brasileiro, impulsionando a produção através de projetos greenfields e da expansão das plantas atuais.

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Na percepção de Aparício Bezerra, diretor de Operações da Lucas E3, provedora de tecnologia para plantas de etanol de milho, este é um bom momento para o mercado de etanol de milho, com muitas expectativas de projetos. “O preço acessível do milho cria um cenário positivo para a indústria. O etanol vem sobrevivendo às mudanças da paridade com a gasolina e, quando olhamos para a demanda global, temos a certeza de que os biocombustíveis continuam uma forte solução para movimentar o mundo”, explica.

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Para ele, os produtores de milho viram a oportunidade de serem protagonistas do setor, atuando em dois segmentos – alimentos e bioenergia -, agregando mais valor à produção de grãos. Mas neste cenário atual de expansões, um dos pontos que requer atenção nos projetos deste tipo é quanto ao consumo de biomassa, devido ao crescente aumento nos preços e inconstância na oferta.

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“Nós, enquanto provedores de tecnologia, temos que apoiá-los na busca pela melhor eficiência, principalmente no âmbito do uso de vapor, reduzindo o consumo de biomassa. Neste sentido, a Lucas E3 está muito bem-posicionada, pois detém uma engenharia de processo que proporciona o menor consumo de vapor do mercado, o que é muito importante para os projetos no Mato Grosso, frente a organização que o setor faz pela disponibilidade da biomassa”, informa Bezerra.

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Já algumas plantas de etanol de milho existentes, na busca pela melhor eficiência do balanço térmico e redução do consumo de biomassa, também estudam a implantação do software S-PAA, inicialmente para otimizar em tempo real os processos de combustão das caldeiras, a carga dos turbogeradores e do vapor de escape, com o foco em estabilizar o processo com o menor consumo de vapor. O S-PAA é uma tecnologia única no mundo, desenvolvida pela Soteica do Brasil, que otimiza em Tempo Real mais de 100 de plantas de processos contínuos no Brasil e América Latina, especialmente usinas bioenergéticas e unidades termoelétricas.

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