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Plano Safra 2020/21 deverá ser equilibrado, diz Tereza Cristina

Em live, ministra ressaltou sucesso das exportações

Tereza Cristina participou de live com o ex-ministro Roberto Rodrigues

O Plano Safra 2020/21 deverá ter o mesmo valor da temporada passada, que foi de R$ 225,59 bilhões, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta terça-feira (2), durante webinar do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) com moderação do ex-ministro Roberto Rodrigues.

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A ministra disse que “será um plano equilibrado” e que estão “brigando” com os bancos para que diminuam as taxas de spread, que são de 5% a 7%, consideradas muito altas. O novo plano deve manter também a subvenção de R$ 10 bilhões para o crédito rural. Além da redução dos juros, os esforços estão concentrados também em garantir R$ 1,5 bilhão para o programa federal de subvenção aos prêmios do seguro rural. O Plano Safra 2020/21 deve ser anunciado no próximo dia 15 de junho.

Tereza Cristina falou também sobre os recordes de exportações de produtos agrícolas no mês de maio, que cresceu 36,1% e 5,6% em relação ao mesmo período de 2019. A maior demanda é dos países asiáticos, sendo que para este continente, houve crescimento do valor exportado de 27,7% no mês e de 16,8% no acumulado do ano. Na exportação, a média diária de maio foi de US$ 897 milhões, valor 4,2% inferior à média de maio de 2019, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME).

Brasil registra recorde de exportação de açúcar

De acordo a ministra, o Brasil registrou recorde histórico para quaisquer meses da série histórica dos embarques de petróleo em bruto (8,4 milhões de toneladas), açúcares e melaço (2,7 milhões de toneladas ante 1,51 milhão no mesmo período de 2019), farelo de soja (2 milhões de toneladas), carne bovina (155 mil toneladas) e café (216 mil toneladas). Outros recordes referentes aos meses de maio foram soja (15,5 milhões de toneladas), óleos combustíveis (1,6 milhão de toneladas), alumina (789 mil toneladas) e carne de aves (373 mil toneladas).

Apesar disso, a ministra ressaltou que a imagem do Brasil lá fora é muito ruim, fato intensificado por notícias sobre aumento nas queimadas na Amazônia e agora pelos casos de COVID-19 e que é preciso mostrar que a maioria dos processos produtivos no país são sustentáveis. “Não adianta tampar o sol com a peneira. O nosso grande desafio é a comunicação. Existe um desconhecimento enorme sobre o Brasil, que é uma potência, mas ainda é um ilustre desconhecido. Fazem a maior confusão sobre nossa produção”, alegou.

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