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Petrobras cria empresa e vai vender álcool ao Japão

A Petrobras firmou contrato com uma trading japonesa para exportar etanol para o Japão. Com o acordo, a estatal terá garantido o acesso a um mercado que consome 1,8 bilhão de litros do produto. Para viabilizar o negócio, será constituida uma joint venture, batizada de Brazil-Japan Ethanol, que deverá embarcar 20 milhões de litros, inicialmente, em até um ano e meio.

A longo prazo, porém, as exportações brasileiras do produto, que chegaram a 2,5 bilhões de litros em 2004, poderão ser ampliadas para 6 bilhões de litros. O diretor da Área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, revelou que, para não comprometer o fornecimento do mercado brasileiro, o acordo demandará não só a constituição de contratos de longo prazo com os usineiros brasileiros, mas também a expansão da área plantada de canaviais do País.

Jiro Amagai, presidente da estatal japonesa Nipon Alcohol Banhai, parceira da Petrobras no negócio e que hoje detém 70% do mercado de distribuição de etanol naquele país, afirmou que já foram iniciados no Japão os estudos para avaliar os impactos da adição de álcool nos motores japoneses. A legislação daquele país permite uma mistura de até 3% de etanol na gasolina, o que representa um mercado potencial de 1,8 bilhão de litros/ano.

Costa afirma que, dependendo do resultado da experiência, o percentual de adição pode chegar a 10%, ou seja, um mercado potencial de 6 bilhões de litros de álcool. O governo japonês estuda a ampliação do percentual como forma de atender as exigências do protocolo de Quioto, que prevê a redução das emissões de carbono na atmosfera.

Costa fez questão de ressaltar que o acordo não beneficiará apenas a Petrobras e os consumidores japoneses. O executivo lembrou que o aumento da demanda do etanol contribuirá para ampliar a oferta de empregos no Brasil. “Ao demandar investimentos em novas usinas, haverá um grande potencial de geração de novos empregos e renda.”

Além da joint venture, a estatal brasileira deve investir US$ 330 milhões na construção de um alcooduto, que deverá ficar pronto entre 2008 e 2009, para viabilizar a logística de exportações mais volumosas.

Fonte: Gazeta Mercantil

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