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Pesquisa revela potencialidades do Maranhão

É possível reduzir as importações, aumentando a produção local para atender ao mercado interno. É essa a conclusão de uma pesquisa de importação divulgada ontem, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), durante evento comemorativo ao Dia da Indústria. A pesquisa, referente a 2007, foi apresentada pelo superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Afonso Sérgio de Oliveira.

Segundo a pesquisa, o volume de importações no Maranhão aumentou de 2003 para 2007, passando de R$ 869 milhões para R$ 1,4 bilhão. No entanto, Afonso Sérgio Oliveira revelou que as importações referentes a algumas famílias de produtos diminuíram, a exemplo das bebidas, condimentos, impressos – que sofreram redução de 99% – minerais e confecções, em função da produção e qualidade das indústrias locais, entre outros.

“Identificamos, para efeito da pesquisa, 197 produtos possíveis de serem fabricados no estado. E concluímos que quem mais exportou para o Maranhão foi São Paulo e elencamos 100 produtos mais importados, como por exemplo, soja, carvão vegetal, arroz descascado, leite em pó, calçados de plásticos montados, óleo de soja refinado, açúcar, biscoitos, entre outros”, disse Afonso Sérgio de Oliveira.

O secretário de Estado da Indústria e Comércio (Sinc), Júlio Noronha, proferiu palestra sobre o tema “Desenvolvimento Industrial do Maranhão”. Ele disse que o estado está tomando consciência de seu potencial e busca novas parcerias para investimento. “Há possibilidade de crescimento pelo potencial que temos, mas para isso todos têm de se envolver no processo, tanto as empresas quanto a iniciativa privada”, disse Júlio Noronha.

O superintendente da Fiema, Marco Antônio Moura Silva, também proferiu palestra e falou sobre “Como Desenvolver o Maranhão”. Ele salientou que esse desenvolvimento pressupõe planejamento e união, sempre com foco nos mesmos objetivos. “Estamos indo na direção certa, saindo dos baixos indicadores e crescendo”, disse.

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), José Cursino Raposo Moreira, afirmou que algumas estratégias são importantes para o desenvolvimento do Maranhão, como a questão da tecnologia e das inovações, que devem ser incorporadas ao planejamento do governo e da iniciativa privada. “Precisamos também ter novas estratégias de relacionamento com as áreas limítrofes, privilegiando as regiões Norte e Centro-Oeste”, destacou Cursino.

O presidente da Fiema, Jorge Machado Mendes, disse que ontem foi um dia especial para a indústria maranhense, segmento que responde por 216% do Produto Interno Bruto do estado, segundo dados oficiais. “É também um dia de discussão, de reflexão, sobre aonde queremos chegar e que rota deveremos seguir para fazer do Maranhão, não somente um estado promissor, mas um estado desenvolvido, que oportunize dias melhores a seu povo”, finalizou Jorge Mendes.

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