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Paraná deve sair na frente na produção do biodiesel

O Paraná deverá sair na frente na produção e utilização de biodiesel no Brasil. Pesquisa, indústria e agências reguladoras estão andando de mãos dadas na consolidação do combustível ecologicamente correto para mover máquinas e veículos. A experiência positiva de Curitiba, que utiliza a mistura de 20% de éster de óleo de soja ao diesel da frota de ônibus urbanos, é um bom exemplo.

Desde ontem, membros ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia e ao Ministério de Minas de Energia, juntamente com pesquisadores, empresários e extensionistas rurais estão na Cidade para o 1º Seminário de Biodiesel do Paraná. A palestra de abertura foi apresentada pelo vice-governador e secretário de Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, que falou sobre a biomassa paranaense e a sustentabilidade de novos sistemas produtivos. De acordo com Pessuti, o Programa Paranaense de Bioenergia será implementado no Estado com o esforço de todos os órgãos de pesquisa e tecnologia, e demandará um modelo de agricultura que contemple a integração da produção de alimentos e de matérias-primas – biomassa – para viabilizar a produção de energia alternativa e terá como uma das prioridades a inclusão social.

“A política do governo destinada à agricultura de energia pretende levar ao interior o desenvolvimento sustentável, que inclui a produção de biocombustível, prioritariamente em pequena escala para atender os pequenos municípios, comunidades e produtores rurais”, explica o vice-governador.

Para José Domingos Fontana, coordenador do Seminário e presidente do Centro de Referência em Biocombustíveis (Cerbio), o evento serve, também, para a “preparação do terreno”, para a autorização do governo. Fontana acredita que essa liberação deverá acontecer em breve. “É muito difícil que o biodiesel não seja uma realidade em pouco tempo”, afirma.

O Paraná, na opinião do presidente da Cerbio, detém uma posição privilegiada quanto à produção de biodiesel. “Somos um dos maiores produtores de soja e de cana, que dão a base para o biodiesel. Grandes cooperativas, como a Coamo (Cooperativa Agropecuária Mourãoense) já estão de adaptando a essa nova realidade, com uma planta industrial moderna”, revela. Segundo ele, o setor agrícola é o berço do biocombustível e “grande irmão” dentro do processo de implantação. “O futuro é brilhante e risonho. Com o biodiesel vamos eliminar um quarto da poluição causada pelo óleo diesel. É mais garantia de saúde ao meio-ambiente”, diz Fontana.

Os secretários da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Altair Tarcísio Rizzi; Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida; a reitora da UEL, Lígia Pupatto; o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Mariano de Matos Macedos; o presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Onaur Ruano, também participaram do evento.

O Seminário de Biodiesel termina hoje, com palestras de manhã e à tarde. A programação de abre às 8 horas, com o tema “Especificações destinadas a novas formulações combustíveis: papel orientador e fiscalizador da ANP”, a cargo de Waldyr Luiz Ribeiro Gallo, da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Serão nove palestras durante todo o dia, até o debate final sobre o biodiesel e os combustíveis alternativos para veículos automotivos.

A promoção é do governo do Paraná, através das secretarias da Agricultura e Abastecimento e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, UEL, Fundação Araucária, Tecpar, Cerbio, Abiove, Alcopar, Anfavea, Anp, Bosch, Coamo, Copel, Crea-Pr, ecomat, Emater-PR, Embrapa, Iapar, Ocepar e os ministérios da Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia.

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