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Para Raízen eletrificação das usinas abre caminho para E2G

Ao usar energia solar e eólica para alimentar a indústria, teremos mais matéria-prima disponível para produzir etanol e exportar, diz CEO Ricardo Mussa

Ricardo Mussa

O setor sucroenergético no Brasil pode se beneficiar da eletrificação das usinas de etanol, o que permitiria a exportação do etanol de segunda geração e também do combustível para aviação, afirmou o presidente-executivo da Raízen, Ricardo Mussa, em evento do grupo empresarial B20, na segunda-feira (29).

Ao falar sobre o plano de industrialização do governo federal, que prevê cerca de R$ 300 bilhões para financiamentos até 2026, Mussa disse que a medida pode beneficiar o setor de biocombustíveis na eletrificação dos processos industriais em usinas, liberando o bagaço hoje consumido com esse fim para servir de matéria-prima à produção de mais etanol, o E2G, com fins de exportação.

Sobre o combustível de aviação renovável (SAF), Mussa disse que o Brasil tem todas as condições de ser protagonista na sua fabricação via etanol. A cada 1,7 litro de etanol, detalhou, é possível produzir 1 litro de SAF, produto de maior valor agregado. Assim, disse ele, uma alternativa para a indústria nacional é, em vez de exportar o etanol diretamente, transformá-lo em SAF para só depois vender ao exterior, ampliando receitas.

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Quanto à eletrificação dos veículos Mussa aponta que no Brasil o carro híbrido movido a etanol faz muito mais sentido. “O Brasil tem a vantagem de não ter a pressão que tem na Europa. Como eles não têm etanol, a Europa tem que ir para o carro elétrico. A decisão sobre o carro elétrico, no Brasil, é muito mais de consumidor do que de governo”, disse o executivo. No país, faz mais sentido estimular o uso de carros híbridos que funcionam com etanol, argumentou Mussa.

O desafio para avançar, reconhece ele, está em fomento, que é algo que pode ser discutido e resolvido no âmbito do G20. O etanol funciona ainda como ponte para a produção de hidrogênio, outra frente importante em energia verde, destaca Mussa.

“É uma forma de armazenar e transportar hidrogênio. E só separa lá na ponta. Começamos a testar um reformador de hidrogênio no posto. Aí se consegue criar uma rede de hidrogênio. A gente tem terra, sol, chuva e cana-de-açúcar. O Brasil tem uma condição muito única para ser um protagonista, inclusive na exportação”, disse Mussa.

 

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