Para a Conab, safra terá 635 milhões de toneladas de cana. Volume supera em 35 milhões as projeções de consultores

A safra de cana-de-açúcar 2018/19 no País totalizará 635 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O montante supera em 35 milhões de toneladas as projeções médias de consultorias, para quem a temporada chegará no máximo a 600 milhões de toneladas.

Conforme a média das estimativas de consultorias, as unidades produtoras do Centro-Sul deverão moer até 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Já as unidades do Norte e do Nordeste poderão totalizar 30 milhões de toneladas.

A diferença entre as projeções da Conab e as de consultorias representam metade da moagem de cana-de-açúcar da Raízen, principal player do setor sucroenergético com capacidade instalada de pouco menos de 70 milhões de cana-de-açúcar por safra.

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As projeções da Conab integram o 2º Levantamento da Safra de cana-de-açúcar 2018/2019, divulgado na terça-feira (21). Para a empresa, que pertence ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a produção total de cana está atualmente estimada em 635,51 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 0,4% em relação à safra 2017/18, que fechou em 633,26 milhões de toneladas.

Motivada pelo melhor fluxo de comercialização frente ao açúcar nesta safra, a produção total de etanol deverá alcançar 30,41 bilhões de litros, ou seja, um aumento de 11,6%.

Desse total, a produção de etanol anidro terá aumento de 2,2%, devendo chegar a 11,24 bilhões de litros, motivado pelo maior consumo de gasolina que vem se mantendo nos últimos anos.

Com relação ao etanol hidratado, que é o próprio álcool combustível, a produção também deverá ter um aumento de aproximadamente 18% (2,9 milhões de l), chegando 19,17 bilhões de litros.

Conteúdo produzido com material da Conab. 

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