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Panamenhos têm interesse no álcool brasileiro

O Brasil deve receber em breve uma missão do governo e de empresários panamenhos para conhecer a tecnologia e a produção de álcool. A viagem foi acertada ontem, na Cidade do Panamá, pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Luiz Fernando Furlan, por sugestão do vicepresidente e ministro das Relações Exteriores do Panamá, Samuel Lewis Navarro. É importante que os nossos empresários vejam como é o processo, é preciso dar uma dinâmica diferente para o setor, disse Navarro.

Desde domingo, Furlan chefia uma missão formada por cerca de 70 pessoas, na maioria empresários. O objetivo é ampliar as relações com a América Central visando a facilitar o acesso ao mercado americano. Ainda nesta semana, a missão estará em mais quatro países da região que integram o Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos (Cafta). O governo brasileiro quer estimular que empresas brasileiras se instalem nestes países para exportar para os EUA sem pagar impostos.

Seria uma forma de driblar as proteções tarifárias impostas ao Brasil pelos Estados Unidos.

O Panamá não integrou o Cafta porque preferiu negociar um acordo bilateral com os EUA. O Panamá é importador de todos os combustíveis. Precisamos buscar alternativas, além disso, exportar álcool para os EUA a partir do Panamá beneficiaria as empresas brasileiras, disse Navarro.

Segundo ele, toda a safra de cana-de-açúcar do Panamá é destinada à produção do açúcar. As cinco usinas de açúcar no país poderiam acoplar destilarias também para a produção do etanol, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Furlan ainda argumentou que o combustível é uma alternativa para diminuir a forte dependência que o Panamá tem do petróleo.

Em mensagem gravada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil pretende formar uma parceria estratégica no setor energético com os países da América Central e citou a produção brasileira de álcool e biodiesel.

A missão também reuniu as quatro maiores empreiteiras brasileiras – Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – interessadas em participar das obras de ampliação do Canal do Panamá, orçadas em US$ 5,25 bilhões. Representantes das construtoras, acompanhados por Furlan, reuniram-se com as autoridades responsáveis pela administração do canal.

As empresas querem traçar uma estratégia conjunta que garanta a competitividade delas na licitação das obras. Também esperam que o BNDES possa financiar, o que tornaria mais atrativa uma proposta das empresas brasileiras. É uma obra de projeção mundial. Num dado momento teremos que discutir uma posição em bloco, disse o diretor internacional de Projetos da Camargo Corrêa no Panamá, Emerson Basso. Segundo ele, o Brasil terá de enfrentar a concorrência forte de empresas mundiais.

A ampliação do canal é vital para o Panamá, cuja economia gira em torno das receitas vindas da passagem dos navios. Algumas empresas de navegação estão preferindo usar outras rotas a esperar até dez dias na fila, em momentos de alta demanda, para cruzar o canal. Além disso, embarcações de maior porte não conseguem passar.

As empreiteiras brasileiras também querem participar da construção de usinas hidrelétricas. A expectativa é de que a demanda energética do Panamá dobre até 2016, o que exigiria duas novas usinas de pequeno porte por ano.

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