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Países árabes são principais destinos do açúcar brasileiro

40% do volume de adoçante que sai do Brasil vai para este mercado

O bloco de países árabes tem sido, nos últimos 5 anos, o principal destino das exportações de açúcar brasileiro.

“Cerca de 40% do volume que sai do Brasil vai para este mercado”, afirmou Jacyr Costa, membro do Comitê Executivo do Grupo Tereos e presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp), ao participar do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

O evento online aconteceu entre os dias 19 a 22 de outubro, com a participação de várias autoridades brasileiras e dos 22 países que fazem parte da Liga Árabe.

Costa participou do painel “Segurança Alimentar: Uma Parceria Estratégica entre Brasil e Mundo Árabe”, realizado no dia 21, e afirmou que o Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo, com 50% de market share nesta safra, o que representa um crescimento de 60% em relação à safra 19/20.

“A parceria entre o Brasil e os países árabes é de longa data”, disse, comentando que dos 10 maiores destinos das nossas exportações, 5 são de países árabes. São eles: Argélia, EAU, Arábia Saudita, Egito e Iraque.

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Jacyr Costa Filho

O executivo ainda lembrou que o controle sanitário é rígido para garantir a qualidade do açúcar brasileiro, com exigência de certificações internacionais visando atender às necessidades dos clientes. Ente elas, foi citada no evento, a certificação Halal, que define uma série de procedimentos em acordo com a jurisprudência islâmica e a qual, diversas usinas brasileiras possuem. “O Brasil é um especialista neste assunto”, afirmou.

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, reforçou que o Brasil é o maior exportador de proteína halal do mundo e que os produtos brasileiros atendem a todas as exigências dos países árabes.

“Os consumidores do Brasil e do mundo passaram a exigir alimentos ainda mais seguros e maiores garantias sobre todos os processos de produção nesta retomada econômica pós-COVID 19”, disse.

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Já o ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, esclareceu que a receita comercial entre Brasil e países árabes deve atingir US$ 12 bilhões em 2020, sendo que as exportações brasileiras de produtos do agronegócio já superam a meta de US$ 5 bilhões nos nove primeiros meses de 2020, ultrapassando a receita do ano passado.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Rubens Hannun, concluiu, ressaltando que brasileiros e árabes mantém uma relação bilateral que é um exemplo para o mundo. Observou que a Liga Árabe é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil no exterior, sendo o segundo no agronegócio.

Esta matéria faz parte da edição de outubro do JornalCana.

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