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Os planos da Usinas Itamarati, agora sob controle de fundo

Companhia foi rebatizada como UISA

Na safra 2019/20, a UISA pretende moer 5,2 milhões de toneladas de cana (Foto: Arquivo/JornalCana)

[Atualizado às 10h08]

Rebatizada de Usinas Itamarati SA (UISA), a companhia, criada nos anos 1980 pelo ‘rei da soja’ Olacyr de Moraes, agora é controlada por grupo de investidores reunidos por fundo de private equity.

Trata-se do CVCIB.

O CVCIB  não integra ou possui ligação com o Citigroup.

O CVCIB é um fundo independente que realiza investimentos de “private equity” e “special situations”.

O CVCIB é administrado por Paulo Caldeira que atuou como “general partner” do Citigroup Venture Capital International Brazil LP na época em que trabalhava no Citibank em Nova Iorque.

A troca de controle ocorre após oito anos da companhia colocada à venda e de trocas de gestão.

A CVCIB concluiu a aquisição no primeiro trimestre, segundo conteúdo de Camila Souza Ramos no jornal Valor.

O negócio foi por meio da aquisição de R$ 2 bilhões em dívidas financeiras da empresa, conversíveis em ações.

E, agora, promete levantar duas etapas duas etapas de investimentos com foco em diversificação e tecnologia. As duas levas somam R$ 500 milhões.

Etanol de milho

José Arimateia Calsaverini, presidente da UISA e que faz a gestão da reformulação, afirma que, entre os planos, está a implantação de destilaria de etanol de milho.

Ele já tinha anunciado a intenção em agosto último, durante o Congresso de Bioenergia da UDOP em Araçatuba (SP).

Na oportunidade, ele participou de painel de discussões da qual o JornalCana estava presente.

 

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Além de etanol de milho, a nova unidade processará farelo para ração.

Os planos incluem, também, uma fábrica de leveduras para nutrição animal e uma planta de biogás.

Além disso, os aportes serão empregados para ampliar a capacidade de moagem e de cogeração de energia da UISA.

Dívidas

Conforme O Valor, quando o fundo CVCIB entrou no negócio, participou do reperfilamento das dívidas com os bancos.

E comprou R$ 2 bilhões do passivo financeiro, equivalente a cerca de R$ 320 por tonelada de capacidade instalada, ou quase US$ 80.

A gestão do negócio inclui a aquisição de dívidas como as com a União, orçadas em R$ 1,2 bilhão e que, inseridas no Refis, foram reduzidas a R$ 450 milhões.

Hoje, segundo o jornal, o endividamento com instituições financeiras e fornecedores é de R$ 135 por tonelada de cana de capacidade instalada.

A receita líquida da empresa, na safra 2018/19, foi de R$ 732 milhões e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) foi de R$ 260 milhões.

Localizada em Nova Olímpia (MT), a unidade pretende chegar a 5,1 milhões de toneladas de cana na safra 2019/20.

 

 

 

 

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